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Embrapa trabalha em vacina contra influenza aviária com distinção entre aves vacinadas e infectadas

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Embrapa estuda vacina contra H5N1, com estratégia DIVA

A Embrapa Suínos e Aves está desenvolvendo uma vacina contra a influenza aviária baseada em virossoma, associada a um teste diagnóstico capaz de diferenciar animais infectados de animais vacinados, estratégia conhecida pela sigla DIVA (Differentiating Infected from Vaccinated Animals). Coordenado pela pesquisadora Ana Paula Almeida Bastos, o projeto teve início em janeiro de 2025 e seguirá até dezembro de 2027.

A iniciativa ganha relevância diante do avanço global da influenza aviária de alta patogenicidade (HPAI) e da detecção do vírus H5N1 em aves silvestres e de subsistência no Brasil. Causada por vírus influenza A, a enfermidade afeta aves e mamíferos, incluindo suínos e humanos, representando um desafio para a saúde animal, saúde pública e produção avícola.

Foco na realidade brasileira

O principal objetivo do projeto é desenvolver uma vacina utilizando uma cepa viral representativa à realidade brasileira. A expectativa é que o imunizante seja capaz de induzir memória imunológica duradoura, protegendo as aves contra a infecção e a doença, além de reduzir a necessidade de revacinações.

A tecnologia escolhida para o desenvolvimento do imunizante é baseada em virossomas. Além da proteção clínica, a proposta busca reduzir a infecção e a excreção viral por aves vacinadas, contribuindo para diminuir a circulação do vírus nos plantéis.

DIVA amplia capacidade de monitoramento

Um dos principais diferenciais do projeto é a adoção da estratégia DIVA. Por meio de um teste diagnóstico específico, será possível distinguir aves vacinadas daquelas efetivamente infectadas pelo vírus. Segundo a Embrapa, essa diferenciação é essencial para programas de vigilância, controle e erradicação da influenza aviária.

A instituição destaca ainda que a estratégia DIVA é especialmente importante em enfermidades não endêmicas, nas quais a erradicação continua sendo o objetivo final. Nesses casos, a vacinação pode ser utilizada sem comprometer a capacidade de identificar animais infectados durante as ações de monitoramento sanitário.

Impacto sobre o comércio internacional

A diferenciação entre animais vacinados e infectados é considerada um dos principais desafios para a adoção da vacinação contra a influenza aviária. Em muitos mercados importadores, a presença de anticorpos contra o vírus pode ser interpretada como evidência de exposição ao agente infeccioso, dificultando a distinção entre aves vacinadas e aves infectadas.

De acordo com a Embrapa, a vacinação tem sido utilizada em diferentes países como estratégia complementar ao abate sanitário para o controle da doença. Nesse contexto, a disponibilidade de ferramentas DIVA pode contribuir para a manutenção da vigilância epidemiológica e para reduzir potenciais impactos sobre o comércio internacional de aves e produtos avícolas.

Vacina e diagnóstico integrados

Além do desenvolvimento da vacina, o projeto prevê a criação de um kit diagnóstico compatível com a estratégia DIVA. A combinação dessas duas tecnologias poderá fornecer suporte aos programas oficiais de vigilância e controle da influenza aviária conduzidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), oferecendo alternativas para uma eventual implementação de programas de vacinação no país.

Embrapa estuda vacina contra H5N1, com estratégia DIVA

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