As exportações brasileiras de carnes de aves e suas miudezas comestíveis registraram crescimento de 8,96% em março de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo dados preliminares da balança comercial brasileira. O segmento movimentou cerca de US$ 856 milhões, mantendo-se entre os principais itens da pauta da indústria de transformação.
O resultado vem em um contexto de avanço generalizado das exportações brasileiras, que atingiram US$ 31,6 bilhões no mês, com crescimento de 10% frente a março de 2025 e saldo positivo de US$ 6,4 bilhões . Dentro desse cenário, a proteína de frango segue consolidada como uma das mais competitivas do país no mercado internacional.
A dinâmica de crescimento foi sustentada, principalmente, pelo aumento das compras por países asiáticos — com destaque para China, Filipinas e outros mercados do Sudeste Asiático — além da ampliação da demanda em países africanos. Esses destinos vêm se consolidando como estratégicos, tanto pelo crescimento populacional quanto pela necessidade de importação de proteínas a preços mais acessíveis.
Por outro lado, o relatório indica retração pontual nas vendas para o Oriente Médio, região historicamente relevante para a avicultura brasileira. A queda sugere maior volatilidade no curto prazo, possivelmente associada a fatores logísticos, geopolíticos ou à recomposição de estoques em alguns mercados.
Outro ponto relevante é o papel da carne de frango dentro da indústria de transformação, que como um todo avançou 5,4% em março, reforçando a contribuição do setor para o desempenho global das exportações brasileiras. A diversificação de mercados e o ganho de competitividade cambial seguem como fatores-chave para sustentar esse crescimento ao longo de 2026.
