Ícone do site aviNews Brasil, informações avicultura

Exportações gaúchas de frango cresceram 15,8% em 2020

Escrito por: Priscila Beck
PDF
exportações

Em 2020, as exportações de 678, 5 mil toneladas de carne de frango pelo estado do Rio Grande do Sul representaram um crescimento de 15,8%, comparado ao volume exportado em 2019. Segundo a ASGAV (Associação Gaúcha de Avicultura), os números finais ficaram bem próximos às estimativas da entidade, inclusive em termos de faturamento, que chegou à casa dos US$ 912 milhões, ante os US$ 920 milhões inicialmente estimados pela entidade.

O percentual de crescimento das exportações gaúchas de carne de frango ficou acima do índice de 0,4% alcançado pelas exportações totais do país, que em 2020 atingiram a casa dos 4,230 milhões de toneladas. A receita das exportações brasileiras no ano chegou a US$ 6,123 bilhões, desempenho 12,5% menor que o dos 12 meses de 2019.

“A pandemia da Covid-19, redefiniu o plano de ações do setor e trouxe desafios, dificuldades, redirecionamento de investimentos e alterações de mercado”, informa nota divulgada pela Asgav. Mesmo antes todos esses desafios, a entidade destaca que o setor manteve o compromisso de manter a produção de alimentos de fácil acesso à população.

Os investimentos realizados para adequações nas indústrias com a finalidade de atender os protocolos dos órgãos oficiais de saúde e segurança, se aproximaram dos R$50 milhões, apenas no estado do Rio Grande do Sul. Segundo a Asgav, o valor foi apurado em apenas cinco meses de pandemia.

A carne de frango está em segundo lugar na pauta geral de exportações do RS e corresponde a cerca de 45% do valor bruto da pecuária no estado O abate de frangos de corte no RS em 2020 foi de 824,5 milhões de cabeças, representando um crescimento de 0,5% comparado a 2019. O volume também ficou próximo das estimativas iniciais da Asgav, que previa um abate de 825,4 milhões de aves.

O abate sob Inspeção Federal correspondeu a 91,37% do abate total de aves no estado, sendo que os abates sob Inspeção Estadual e Sisbi representaram 8,32% e os abates municipais, representaram 0,31% do total de abates do RS. Do total de frangos abatidos no RS, 99,02% são de agroindústrias associadas à Asgav e 0,98% de empresas não associadas.

Destinos

Do total de carne de frango produzida no Rio Grande do Sul, segundo levantamento da Asgav, 30,6% são destinados a atender o mercado gaúcho, 28,9% para outros estados brasileiros e 40,4% da produção é enviada para outros países. 

No mercado interno do RS, segundo a entidade, foram comercializadas aproximadamente 514,6 mil toneladas, representando um recuo de 0,4% sobre 2019. Para outros estados foram comercializadas em torno de 486 mil toneladas, registrando um recuo de 4,7%, comparado a 2019.

“Até 2019 avicultura do RS vinha recuperando mercado doméstico e ampliando participação em outros estados, no entanto, com as consequências da pandemia e outros fatores como custos elevados e crescente entrada de produtos avícolas de outros estados no RS, a competitividade do setor avícola local foi afetada”, informa nota divulgada pela Asgav.

Ovos

O Rio Grande do Sul é o 5º maior produtor de ovos do Brasil e em 2020 caiu para a 2ª posição no ranking dos estados exportadores de ovos, ficando a 1ª posição para o estado do Mato Grosso. O setor da avicultura de postura gaúcha produz em torno de 3,5 bilhões de unidades de ovos por ano e as exportações chegaram a 2,4 milhões de toneladas, um pouco menores que as 2,6 milhões de toneladas projetadas inicialmente pela Asgav.

2021

“O setor avícola do RS, apesar de todas dificuldades, continua em expansão no estado, com novos empreendimentos surgindo e outros ainda por vir”, informa nota da Asgav. Na última terça-feira (26/1), o prefeito do município gaúcho de Montenegro, Gustavo Zanatta, divulgou que a JBS possui um projeto para transformar a unidade da empresa instalada na cidade na “maior fábrica de abate de aves do mundo”.

Procurada pela aviNews Brasil, a assessoria de imprensa da JBS afirmou que a empresa não iria comentar o assunto, o que significa que a informação não foi negada.

Em 2021, a avicultura gaúcha segue atenta à fragilidade na produção de milho, que registra déficit anual de 1,5 a 2 milhões de toneladas/ano. “O distúrbio na cotação de milho e soja, consequência de diversos fatores negativos detectados em 2020, como duas estiagens, pandemia e retração na oferta de grãos, devem mudar o comportamento do setor em relação à plataforma de produção, no que se refere a custos e equilíbrio comercial”, destaca a Asgav.

Segundo a entidade, as culturas alternativas de inverno, como por exemplo o trigo, triticale e sorgo para ração animal, deverão receber atenção especial e serão objeto de discussão para viabilização de projetos na área. Um projeto de retomada de ações de implantação de vias férreas da região Centro Oeste para o Sul do país foi desenvolvido e deverá ser apresentado aos governos federal e estadual para viabilizar melhor logística de abastecimento de grãos para região sul do Brasil.

Fonte: Assessoria de Imprensa

PDF
Sair da versão mobile