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ALERS debate Impactos de Interdições de Frigoríficos

Escrito por: Priscila Beck
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As interdições dos frigoríficos gaúchos de Lajeado e Passo Fundo e a busca de soluções para retomada total ou parcial das atividades das empresas foi tema de uma videoconferência na última segunda-feira (11/5).

Coordenado pelo deputado Ernani Polo, que é presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, o evento contou com a participação de representantes da ASGAV (Associação Gaúcha de Avicultura). Também participaram o Procurador Chefe do Ministério Público, Dr. Fabiano Dallazen, procuradores, deputados ligados ao agronegócio e representantes de entidades da suinocultura, bovinocultura, laticínios, Fetag/RS (Federação dos Trabalhadores na Agricultura) e ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal).

Eduardo Santos, diretor executivo da ASGAV, participou da videoconferência promovida pela Assembleia Legislativa do RS, que debateu a situação de frigoríficos interditados

Cada representante das entidades fez suas colocações, assim como os parlamentares Elton Webber, Edson Brum, Sérgio Turra e Ernani Polo, todos favoráveis à imediata retomada das atividades nos frigoríficos, com a construção e soluções de reforço nos cuidados e protocolos de prevenção e contingenciamento.

O Procurador Chefe do Ministério Público, Fabiano Dallazen, expôs os motivos que levaram o MP a pedir a interdição dos estabelecimentos, mas comunicou que estão abertos para construir soluções para a retomada parcial das atividades, tomando todos os cuidados com a saúde das pessoas.

“Fizemos uma breve apresentação do que representa a avicultura para o Estado do Rio Grande do Sul e o que representam as empresas interditadas”, explica Eduardo Santos, Diretor Executivo da Asgav/Sipargs. “Além disso, reafirmamos nosso compromisso com protocolos de prevenção, saúde e contingenciamento e nossa responsabilidade setorial com atenção à vida e saúde dos colaboradores e de todos aqueles que fazem parte do setor produtivo” completa.

Além dos dados gerais da avicultura do RS, o executivo da Asgav apresentou números consolidados da participação das empresas BRF, Minuano de Lajeado e  JBS  Passo Fundo, conforme segue:

NÚMEROS CONSOLIDADOS:

INDÚSTRIAS INTERDITADAS – BRF / MINUANO LAJEADO, JBS / SEARA PASSO FUNDO/RS

EMPREGOS DIRETOS:                                7.700

EMPREGOS ATIVIDADES INDIRETAS:      3.532

PRODUTORES INTEGRADOS:                    1.458

ABATE DE AVES/ANO:                             232.000.000         28%   s/abate total de aves no RS.

ABATE DE SUÍNOS/ANO:                         972 mil                 12%   s/abate total suínos no RS.

FATURAMENTO:                                        R$ 224.000.000,00 

O abate destas unidades (Lajeado / Passo Fundo) fica, em média, 19,3 milhões de aves/mês e cerca de 880 mil aves/dia. O abate mensal de aves somente em Lajeado alcança uma média de 12,8 milhões de aves e cerca de 585 mil aves/dia.

O abate mensal de suínos em Lajeado é de 81,3 mil suínos em média e cerca de 3,7 mil suínos/dia.

Alerta

O abate é a etapa de processamento das aves e suínos vivos que estão a campo. Este processo segue normas rigorosas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, tanto para  abate, como bem-estar animal.

“A interrupção do abate poderá gerar sérios danos ao meio ambiente e desrespeito total às regras de bem-estar animal”, salienta a ASGAV em nota enviada à imprensa. “O volume de animais a serem sacrificados sanitariamente é muito elevado e haverá dificuldades de local para destino destas aves e suínos”, completa.

Para Eduardo Santos, a reunião coordenada pela presidência da Assembleia Legislativa refletiu o grau de importância da situação. Novos encontros deverão ser agendados em breve, segundo o diretor executivo da Asgav, para busca emergencial de soluções.

Com informações da Assessoria de Imprensa da ASGAV

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