Incubatório não é etapa: é decisão estratégica onde o resultado do lote realmente começa
Na avicultura moderna, ainda é comum tratar o incubatório como etapa operacional. Mas, na prática, falhas nesse ponto impactam diretamente sanidade, desempenho inicial e previsibilidade do lote. Em um cenário de pressão por eficiência e redução de custos, a diferença entre entregar um pintinho apenas “vacinado” ou realmente imunizado pode definir o resultado econômico da integração.
Esse foi o foco da entrevista com Jaquiel Bampi, gerente da linha de incubatórios da Zoetis, durante o Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), em conversa conduzida por Priscila Beck, diretora de comunicação da agriNews Brasil no estúdio agriPlay, o espaço oficial de entrevistas com palestrantes e líderes do setor.
O ponto central está na integração. Não se trata apenas de tecnologia isolada, mas de garantir consistência do processo do início ao fim. Segundo Bampi, a proposta da empresa evoluiu de fornecimento de equipamentos para entrega de resultado no incubatório.
“A gente tem a solução completa para incubatórios, que vai desde a vacinadora in ovo… até os serviços veterinários para os incubatórios”, explica Jaquiel Bampi .
Assista a entrevista completa:
Na prática, isso significa reduzir variabilidade operacional um dos principais gargalos do setor. Quando máquina, vacina e assistência técnica não conversam entre si, aumentam os riscos de falha na imunização, perda de desempenho inicial e maior pressão sanitária nas primeiras semanas.
Outro ponto crítico está na confiabilidade do processo. Em operações de alto volume, qualquer falha na vacinação impacta diretamente o campo.
“Nós em 25 anos no Brasil… nunca perdemos uma transferência”, destaca Jaquiel Bampi .
Esse nível de consistência está diretamente ligado à validação prévia das tecnologias. Ao contrário de modelos que testam soluções diretamente no cliente, o processo passa por validação intensiva em laboratório antes de chegar ao campo, reduzindo risco operacional.
Do ponto de vista técnico, a vacinação in ovo também redefine o timing sanitário do lote. A antecipação da imunização representa ganho direto em proteção e desempenho.
“A gente consegue imunizar um pintinho dois dias antes de nascer… ele já nasce protegido”, afirma Jaquiel Bampi .
Na prática, isso reduz janela de vulnerabilidade, melhora consumo inicial e impacta conversão alimentar na primeira semana, um dos indicadores mais sensíveis da produção.
O recado final é claro: eficiência no incubatório não está mais na execução isolada, mas na integração. Quem ainda trata essa etapa como operacional está abrindo margem para perdas invisíveis que só aparecem quando o lote já está no campo.
Assista a entrevista completa:
