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O prejuízo invisível da avicultura: por que os problemas subclínicos custam mais do que os surtos sanitários

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O prejuízo invisível da avicultura: por que os problemas subclínicos custam mais do que os surtos sanitários

Na avicultura moderna, nem sempre o maior prejuízo vem dos problemas evidentes. Muitas vezes, ele está nos desvios silenciosos que passam despercebidos no dia a dia da produção. Esse foi o foco da entrevista com Jonivan Palos, Diretor Comercial da Nuproxa Brasil, durante o Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA).

A conversa aconteceu no estúdio agriPlay, o espaço oficial de entrevistas com palestrantes e líderes do setor, e foi conduzida por Priscila Beck, Diretora de Comunicação da agriNews Brasil.

O ponto crítico levantado é direto: a avicultura ainda opera, em muitos casos, com uma lógica reativa. Ou seja, a ação só acontece quando o problema já comprometeu desempenho, sanidade ou custo. Nesse cenário, os desafios subclínicos se tornam um dos maiores vilões da produtividade.

O que é realmente preocupante são os pontos que a gente não vê.

Assista a entrevista completa:

Esses desvios silenciosos impactam conversão alimentar, ganho de peso e uniformidade de lote sem necessariamente gerar sinais clínicos claros. Como resultado, o sistema continua operando com perdas acumuladas, muitas vezes sem diagnóstico preciso.

Dentro desse contexto, a saúde intestinal deixa de ser apenas um tema sanitário e passa a ocupar uma posição estratégica na produção. Segundo Palos, o intestino é um ponto de convergência de diferentes fatores produtivos — desde nutrição até resposta imune.

A qualidade intestinal já saiu desse horizonte de problema unicamente intestinal sanitário e já se transformou num ponto estratégico dentro das companhias envolvendo toda a cadeia produtiva.

Essa mudança de visão exige integração entre áreas e maior capacidade de leitura dos dados produtivos. Empresas mais competitivas são justamente aquelas que conseguem antecipar esses desvios e agir antes que o impacto se consolide.

Nesse cenário, ganham espaço soluções que atuam no controle microbiano sem depender exclusivamente de antimicrobianos tradicionais. Um exemplo é o uso de moléculas com ação sobre mecanismos enzimáticos bacterianos, que ajudam a reduzir a multiplicação microbiana e preservar a integridade intestinal.

Mas, mais do que a tecnologia, o maior ajuste precisa acontecer na forma de pensar a produção.

Você deve pensar proativamente, não aguardar os problemas surgirem para pensar nas soluções.

O recado é claro: em um sistema cada vez mais pressionado por eficiência e restrições sanitárias, quem identifica cedo ganha margem. Quem reage tarde, paga o custo invisível da falta de diagnóstico.

Assista a entrevista completa:

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