Segundo notícia divulgada hoje pelo portal MaisPB, 92% dos agricultores familiares do estado trabalham com avicultura caipira ou alternativa. A informação foi passada ao veículo de comunicação pelo conselheiro fiscal da Associação Brasileira de Avicultura Alternativa (Aval) na Paraíba, Vicente de Assis Ferreira.
Segundo ele, quatro mil famílias estão vivendo da atividade em regime de associativismo, que é a união de vários produtores para plantar, criar, abater e vender “de maneira profissional e qualificada”. Segundo a Aval, a avicultura caipira movimenta uma cadeia produtiva com 800 produtores de 37 associações e cinco cooperativas, abatendo 200 mil cabeças de aves por ano.
Os frangos são criados em semi-confinamentos, que permite que as aves andem, cisquem, comam insetos, cresçam por um período de tempo maior. O resultado, segundo os produtores, seria melhor qualidade de carne e ovo.
Sertão Empreendedor
O estado da Paraíba está recebendo esta semana um grupo de gestores de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Bahia para conhecer a experiência com a avicultura alternativa e caipira. A missão técnica é promovida pelo SEBRAE Paraíba, que através do projeto Sertão Empreendedor, promove a avicultura caipira em dez cidades do Agreste e Cariri.
Campina Grande, Queimadas, Caturité, Pocinhos, Sumé e Monteiro receberão secretários de Agricultura e vice-prefeitos de municípios dos Estados visitantes. A Cooperativa de Avicultores de Galinha Caipira e Agricultura Familiar do Estado da Paraíba (Coopeaves) também acompanhará o grupo segundo o MaisPB.
O gestor do projeto na Paraíba, João Bosco da Silva, informou ao portal de notícias que o momento é de reconhecimento pelo esforço empregado no programa da Avicultura Caipira, que tem dois eixos no Estado e existe desde 2004.
“Quando vemos pessoas do Sul e do Sudeste vindo ao Nordeste para pegar as informações e as técnicas que aplicamos aqui na avicultura caipira, é porque nossa forma de atuação está coerente com os preceitos exigidos atualmente na agricultura familiar”, afirmou Silva. “Nós juntamos os produtores em cooperativas e conseguimos este destaque, os coletivos deram certo, principalmente na geração de renda dos cooperados”, completou.
O vice-prefeito de Santo Augusto (RS), Marcelo Both, disse ao Mais PB que quer melhorar a avicultura caipira na cidade onde ele mora, onde ainda não funciona em cadeia produtiva. “A experiência da Paraíba vai nos inspirar a construir nosso sistema como uma alternativa agrícola viável diante do nosso atual problema que é a falta de espaço”, declarou.
A diretora técnico-científica da Aval, Miwa Yamamoto, destaca a necessidade de criação de leis para viabilizar as iniciativas. “Vamos criar eventos, a partir de 2018, para ampliar as capacitações para os produtores de todo o Brasil”, declarou Miwa ao portal de notícias. “Queremos levar os interessados nesta área para onde as leis vão trabalhando”, completou.
Com informações do Portal MaisPB