Relação entre linhagens de crescimento lento e melhorias no bem-estar de frangos de corte
Parte 1: O Cenário Atual e o Movimento pelo Bem-Estar
Atualmente, dentro do setor de aves de corte, o Brasil apresenta uma posição de destaque, sendo o maior exportador e o terceiro maior produtor de carne de frango. Este patamar foi alcançado com base em diversos fatores e um deles tem relação com a genética das aves e seu crescimento acelerado.
Esta característica também trouxe vários desafios às próprias aves, como a associação de um peso acumulado de maneira intensa, que sobrecarrega a estrutura óssea dos frangos, causando deformidade, dor, dificuldade para andar e doenças cardiovasculares. Por estes motivos, observa-se cada vez mais campanhas que buscam melhorar a forma como estes animais são produzidos, incluindo o uso de linhagens de frangos de corte de crescimento lento e mais lento.
Aliado a esta preocupação, o BCC (Better Chicken Commitment) aborda os principais padrões para o bem-estar de frangos de corte, impulsionando a indústria alimentícia em direção à adoção de melhores práticas, tais como alojamento, densidade, métodos de insensibilização e uso de linhagens com maior potencial de bem-estar.
O Brasil recentemente lançou seus próprios padrões de bem-estar com base no BCC internacional, mas adaptados às suas características locais.
Para compreender como esses novos padrões se traduzem em dados reais, a segunda parte deste conteúdo detalha os impactos fisiológicos e os estudos científicos que comparam o desempenho das linhagens rápidas e lentas.
Esse conteúdo é uma parceria Iniciativa MIRA e avinews Brasil, você pode conferir outros comunicados no site da iniciativa.
A Iniciativa MIRA segue comprometida em apoiar a cadeia produtiva na adoção de práticas que assegurem a qualidade dos alimentos e promovam o bem-estar animal. Acreditamos que a integração entre biosseguridade, manejo adequado e sistemas mais responsáveis é essencial para uma produção sustentável, transparente e alinhada às demandas da sociedade.
