RS investiga morte de aves em zoológico na região metropolitana de Porto Alegre
RS investiga morte de aves em zoológico na região metropolitana de Porto Alegre
O governo do Rio Grande do Sul investiga a morte de 36 cisnes registrada no Zoológico de Sapucaia do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre. Os primeiros casos ocorreram em 13 de maio e desde o dia 15, as visitas ao parque estão suspensas, enquanto seguem as apurações técnicas sobre a causa das mortes.
A ocorrência mobiliza de forma integrada a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), a Secretaria da Saúde e a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), que atuam conjuntamente desde a primeira notificação. Segundo o governo gaúcho, o Serviço Veterinário Oficial do Estado (SVO-RS) suspeita de síndrome respiratória e nervosa (SRN) em aves. Foi realizada a coleta de material e encaminhada ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas/ SP, referência nacional para diagnóstico de Influenza Aviária e doença de Newcastle.
Exames descartam influenza aviária em morte de aves no RS
De acordo com as secretarias, o resultado laboratorial emitido em 15 de maio foi negativo para Influenza Aviária e doença de Newcastle. Posteriormente, em 27 de maio, uma nova coleta foi realizada em outra espécie distinta, também com resultado negativo para gripe aviária. Com isso, outras hipóteses para as mortes seguem em avaliação pelos órgãos ambientais e sanitários competentes.
A Secretaria da Saúde também coletou amostras em 18 de maio, por meio do Centro Estadual de Vigilância em Saúde, e encaminhou o material ao Ministério da Saúde, dentro do protocolo de investigação e monitoramento sanitário. O Estado aguarda agora o resultado dos exames federais.
Até o momento, foram registradas 36 mortes de aves, sendo a última em 29 de maio. Desde então, segundo as secretarias, não houve novos casos. O zoológico permanece fechado como medida preventiva para reduzir a circulação de pessoas, enquanto os veterinários e tratadores que atuam na área das aves utilizam os equipamentos de proteção individual previstos em protocolo.
Em 2025, segundo notícias divulgadas em portais de notícias na época, o mesmo zoológico ficou fechado por dois meses após um foco de gripe aviária ter causado a morte de 168 aves silvestres de 11 espécies. Depois de transcorrido o período de incubação da doença sem novos registros, o espaço foi reaberto.
A Seapi informa manter monitoramento permanente para Influenza Aviária em todo o território gaúcho e orienta que qualquer suspeita da doença — especialmente casos com sinais respiratórios ou neurológicos, além de mortalidade súbita e elevada em aves — seja comunicada imediatamente aos órgãos competentes. As notificações podem ser feitas nas Inspetorias e Escritórios de Defesa Agropecuária ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033.
No caso da avicultura comercial, o governo afirma que não há evidência de risco sanitário para as granjas gaúchas em decorrência da ocorrência registrada no zoológico. O Estado mantém sistema ativo de vigilância epidemiológica, com investigação de casos suspeitos de Síndrome Respiratória e Nervosa em aves silvestres e aplicação de rígidos protocolos de biosseguridade nos estabelecimentos avícolas comerciais.
O Programa Estadual de Sanidade Avícola (PESA) atua de forma contínua junto ao setor produtivo, reforçando medidas de prevenção, controle de acesso às granjas, proteção dos plantéis contra o contato com aves silvestres, higienização de instalações, equipamentos e veículos, além da notificação imediata de qualquer suspeita.
Neste momento, a principal orientação às granjas é a manutenção rigorosa dos protocolos de biosseguridade já estabelecidos. Para o setor, a atuação coordenada entre vigilância sanitária, saúde pública e meio ambiente é vista como essencial para distinguir eventos pontuais em fauna silvestre de qualquer ameaça à produção comercial.
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