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Indicadores da soja e do milho superam R$100 e R$60 a saca de 60 kg

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Nesta semana, os indicadores de soja, milho e também o de arroz atingiram recordes nominais das respectivas séries do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.

“Alguns mercados agropecuários parecem estar passando ao largo do atual cenário conturbado, em decorrência da pandemia de coronavírus, e seguem registrando bom ritmo de negociação e alta de preços”, avalia o centro em nota publicada em seu site.

O Indicador Paranaguá ESALQ/BM&FBovespa (soja) tem fechado acima de R$ 100,00/saca de 60 kg, sendo este o maior patamar nominal da série histórica do Cepea, iniciada em março de 2006 para este produto. Em termos reais, o maior patamar da série foi registrado em setembro de 2012, quando a oleaginosa foi negociada na média de R$ 130,41/saca (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI).

Nessa terça-feira, 31, o Indicador Paranaguá fechou a R$ 101,21/saca, acumulando alta de 12,63% em março.

Por sua vez, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Milho / Campinas SP) atingiu R$ 60,14/saca de 60 kg, o maior valor nominal da série histórica do Cepea para esse produto, iniciada em agosto de 2004. Já em termos reais (valores atualizados pelo IGP-DI), o maior patamar deflacionado da série do Cepea, de R$ 68,50/sc, foi verificado em dezembro de 2007. Em março, o Indicador registrou alta de quase 13%.

Segundo pesquisadores do Cepea,  os preços da soja têm sido impulsionados pelas firmes demandas externa e doméstica, alta nos preços internacionais e o dólar elevado. Esse conjunto de fatores torna a commodity brasileira mais atrativa e tem impulsionado os valores da soja no Brasil.

Além disso, como forma de combater o avanço do coronavírus, o governo argentino limitou o movimento nos portos do país, cenário que favorece as vendas brasileiras de soja e derivados. Segundo pesquisadores do Cepea, nas últimas semanas, o ritmo de embarques da oleaginosa seguiu a “todo vapor”, com agentes até sinalizando dificuldades para conseguir novas cotas portuárias até o final deste primeiro semestre.

Enquanto isso, a oferta de milho segue restrita no Brasil, o que mantém os preços em movimento de alta desde setembro do ano passado. Pesquisadores do Cepea indicam que, mesmo com a colheita da safra de verão se aproximando do fim, muitos produtores têm preferido negociar a soja em detrimento do milho.

Além disso, vendedores do cereal estão afastados do mercado, na expectativa de que os valores continuem avançando nas próximas semanas, fundamentados nos baixos estoques de passagem e em problemas na oferta de milho de primeira safra, que reduziram a disponibilidade do cereal neste momento.

Além disso, há preocupação com o desenvolvimento das lavouras de segunda safra. Compradores, por sua vez, precisam repor estoques de curto prazo e, para isso, acabam cedendo e reajustando positivamente os preços.

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