40 anos depois: por que só controlar coccidiose já não é suficiente para proteger resultado
Em um cenário de pressão sanitária crescente e exigência por eficiência, apenas aplicar soluções já não garante resultado. O que separa operações consistentes das que perdem desempenho está na capacidade de medir, interpretar e agir com base em dados. Esse foi o foco da conversa com Bauer Alvarenga, Gerente Técnico e Líder do HTSI Brasil na Elanco, durante o Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA).
A entrevista foi realizada no estúdio agriPlay, o espaço oficial de entrevistas com palestrantes e líderes do setor, conduzida por Priscila Beck, Diretora de Comunicação da agriNews Brasil.
O ponto de partida da discussão foram dois marcos importantes: 40 anos da molécula Narasina e 30 anos da plataforma HTSI. Mais do que longevidade, esses números refletem um conceito central para a avicultura atual: não basta atuar, é preciso mensurar o impacto da decisão.
“Afinal de contas a gente tem que tomar ações e, principalmente, medir o impacto dessas ações.”, afirma Bauer Alvarenga.
Assista a entrevista completa:
Na prática, isso ganha relevância em um dos principais desafios sanitários da produção: a coccidiose. Embora controlada há décadas, ela continua sendo um ponto crítico quando associada à perda de eficiência produtiva e ao aumento de custos.
“A mensagem a ser reforçada está em linha com a segurança e a eficácia da molécula para o controle da coccidiose.”, destaca Bauer Alvarenga.
Mas o avanço do setor exige ir além do controle. O impacto real está na capacidade de conectar sanidade com desempenho zootécnico e viabilidade econômica — especialmente em um ambiente com restrições ao uso de antibióticos melhoradores de desempenho.
Nesse contexto, a monitoria sanitária ganha protagonismo. A evolução da plataforma HTSI, com digitalização e integração global de dados, permite uma leitura mais ampla e comparativa da produção.
“Isso permite os nossos clientes acessarem informações interessantes de todo o mundo… em tempo real.”, explica Bauer Alvarenga.
Essa capacidade de análise amplia a previsibilidade e melhora a tomada de decisão, reduzindo o risco de respostas tardias a desafios sanitários.
O recado é técnico e direto: não é mais sobre ter uma solução. É sobre saber quando, como e por que utilizá-la. Em um sistema cada vez mais exigente, quem mede melhor decide antes. E quem decide antes, protege resultado.
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