“Isso tudo é para mostrar para vocês que dá para acreditar na nossa atividade”, salientou Santin. “E nós temos que fazer o que está sendo feito aqui hoje, por isso, parabenizo o Nucleovet pelo desenvolvimento de seminários como esse, porque é desenvolvendo ciência, estudando e trabalhando muito que vamos continuar sem perder para a indústria avícola de nenhum lugar do mundo”, concluiu.
Recorde de público e clima de otimismo marcam abertura do XVIII SBSA
“O Mundo precisa do Brasil”, afirma o vice-presidente da ABPA, Ricardo Santin, em palestra de abertura do Simpósio Brasil Sul de Avicultura.
O Simpósio Brasil Sul de Avicultura iniciou nesta terça-feira (4/4), em Chapecó (SC), sua 18ª edição com recorde de público. O clima de otimismo marcou as palestras de abertura do evento, que abordaram a legislação brasileira e internacional de abate e inspeção, assim como as perspectivas econômicas para o mercado brasileiro avícola.
Os mais de mil inscritos para o Simpósio ouviram do vice-presidente e diretor de mercado da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo João Santin, que “o mundo precisa do Brasil”, referindo-se ao mercado avícola. O advogado, que também é vice- presidente do International Poultry Council (IPC), realizou a palestra de abertura do evento, salientando que o Brasil é um dos poucos países que reúne todas as condições necessárias para atender o aumento da demanda mundial por alimento.
Santin apresentou dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que apontam um crescimento de 9,7% da população mundial até 2025, ou seja, 780 milhões de pessoas a mais no mundo. E emendou que o Brasil é a única região que agrega todos os elementos necessários para a produção de alimentos como clima, água, terra e grãos.
“Quando você olha para o mundo com 12 bilhões de pessoas, precisa avaliar onde há possibilidades de produzir alimentos”, frisou Santin. Dados apresentados pelo vice-presidente da ABPA demonstram que o Brasil concentra 61% de seu território preservado com mata nativa, mesmo sendo o maior produtor e exportador mundial de cana-de-açúcar, café, suco de laranja, soja e carnes bovina e de frango.
Segundo informações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e da ABPA, o Brasil exportou 4,383 milhões de toneladas de carne de frango em 2016, o que representa 39,6% do total exportado no mundo (11,066 milhões de toneladas). “O quinto maior produtor mundial (Índia), produz menos (4,2 milhões de toneladas) do que exportamos”, salientou.
Legislação de abate e inspeção

Os doutores José Maurício França, Harsha Thippareddi, Rui Vargas e Elci Lothar Dickel falaram sobre a legislação de abate e inspeção no Brasil e no mundo.
Palestras sobre a legislação de abate e inspeção também marcaram o primeiro dia do Simpósio, que é promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet). Análises sobre a realidade brasileira e o funcionamento do sistema em outros países foram apresentadas pelos professores Dr. Elci Lothar Dickel, Dr. José Maurício França, Dr. Harsha Thippareddi e pelo diretor técnico da ABPA, Dr. Rui Eduardo Saldanha Vargas.
A qualidade do modelo de inspeção sanitária do Brasil foi destacada pelos palestrantes, que apontaram sugestões de medidas a serem adotadas como a criação de certificações para as empresas, tecnificação dos recursos humanos envolvidos com a gestão de abate e a qualidade nos frigoríficos, e o fortalecimento da integração da cadeia como forma de garantia da qualidade da produção em todas as fases.
Em seu discurso de abertura, o presidente do Nucleovet, Dr. Luis Carlos Peruzzo, destacou o caráter do Simpósio, que surgiu há 18 anos para atender às necessidades de evolução de conhecimento apontadas pelos técnicos que atuam na área. Peruzzo comparou o trabalho realizado pelos criadores do Simpósio ao caráter desbravador dos fundadores de Chapecó, remetendo-se aos bandeirantes que passavam pela cidade, vindos do Rio Grande do Sul.

Luiz Carlos Peruzzo, médico veterinário, presidente do Nucleovet
“Não se pensava em legado futuro, mas essa evolução em conhecimento gerou um legado de profissionais mais preparados e mais engajados”, salientou o presidente do Nucleovet.