O vice-presidente e diretor de mercado da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), Ricardo Santin, esteve com o presidente Michel Temer, no Palácio do Planalto, nesse domingo (27/5). Acompanhado de membros do conselho diretivo da entidade, informou ao presidente da república que o setor contabiliza R$ 3 bilhões em prejuízo em razão da greve dos caminhoneiros.
ABPA reúne-se com Michel Temer: setor já registrou R$3 bi em prejuízos
Miche Temer recebeu em mãos a Carta ao Povo Brasileiro, massivamente divulgada pela entidade na tarde de domingo (27/5), que traz a informação de que 64 milhões de aves adultas e pintinhos já morreram por falta de alimentaçãoem decorrência da paralisação dos caminhoneiros.
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“Nós estamos aqui para pedir ação imediata, não queremos avaliar o que está sendo feito, mas precisamos salvar essas aves, esses suínos e, mais que tudo, prevenir problema ambiental e de saúde publica”, afirmou Ricardo Santin ao G1.
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Segundo a ABPA, além dos animais que já morreram, outros deverão ser sacrificados “em cumprimento às recomendações da Organização Mundial de Saúde Animal e das normas sanitárias vigentes no Brasil“. Santin alertou para o fato de que não há espaço para colocar as aves mortas e que, por enquanto, estão sendo enterradas, uma vez que não tem caminhões para retirá-las do local.
Segundo Santin, o presidente afirmou que o governo está empenhado em encontrar uma solução para a crise um pronunciamento oficial deverá ser realizado ainda neste domingo.
Estiveram no encontro com o presidente da República, representantes da Seara, BRF, BONASA, o presidente da APA (Associação Paulista de Avicultura), o presidente do conselho diretivo da ABPA, Leomar Somensi, o senador Cidinho Santos, e o presidetne do conselho consultivo da ABPA, José Carlos Zanchetta.
Perdas Econômicas
A paralisação dos caminhoneiros, que nesse domingo chegou ao 7o dia, é mais um duro golpe econômico na avicultura brasileira nesse ano de 2018. Nesse domingo, a ABPA registrava 167 plantas frigoríficas de aves e suínos paradas, com mais de 234 mil trabalhadores com atividades suspensas.
Devido à paralisação, milhares de toneladas de carnes e outros produtos deixaram de ser transportados para os centros de distribuição desde o dia 21 de maio, data do início da greve. Outras milhares de toneladas não foram produzidas pelas fábricas, que foram obrigadas a paralisar a produção por não terem mais onde estocar produtos
E a situação é caótica também para o mercado nacional. Aproximadamente 100 mil toneladas de carne de aves e de suínos deixaram de ser exportadas na última semana, sendo que o impacto na balança comercial já é estimado em 350 milhões de dólares.
O setor já vinha sendo fortemente abalado pelo embargo da União Europeia a dezenas de plantas produtoras de carne de frango brasileiras e a exigência da Arábia Saudita de suspensão da utilização da insensibilização no abate de frangos.