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Austrália reforça vigilância contra influenza aviária e confirma que vírus segue restrito a aves silvestres

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A Austrália intensificou sua campanha nacional de conscientização e vigilância contra a influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) H5, após confirmar as primeiras detecções do vírus em aves marinhas silvestres no país. A primeira confirmação foi no final de junho 2026, e agora, a segunda se dá um mês depois. Até o momento, as autoridades australianas reforçam que não há registros da doença em aves comerciais nem evidências de disseminação para a cadeia produtiva avícola, mantendo baixo o risco para a população e para o setor.

Relembre o caso: Austrália confirma primeiro caso de gripe aviária.

Segundo informações do Ministério da Agricultura australiano, através do Departamento de Agricultura, Pesca e Florestas (DAFF) da Austrália, os casos confirmados envolvem exclusivamente aves marinhas migratórias encontradas nos estados da Austrália Ocidental, Austrália do Sul e Nova Gales do Sul. Também não foram observados eventos de mortalidade em massa da fauna silvestre, cenário diferente do registrado em diversos países afetados pelo H5N1.

Governo australiano aposta em biosseguridade e detecção precoce

Como parte da estratégia nacional, o governo australiano lançou uma campanha voltada a produtores, médicos-veterinários, criadores de aves de fundo de quintal e à população em geral, destacando medidas para impedir a entrada do vírus nos plantéis.

Entre as principais recomendações estão:

As autoridades destacam que a detecção precoce é considerada fundamental para conter eventuais focos e proteger a avicultura nacional.

Preparação antes da efetiva chegada do vírus

Embora a Austrália tenha registrado suas primeiras ocorrências de H5 apenas em junho de 2026, o país afirma que vinha se preparando há anos para esse cenário. O governo informa que mantém programas permanentes de vigilância, monitoramento de aves migratórias, planos nacionais de resposta, exercícios simulados e ações integradas entre os setores de saúde animal, saúde humana e meio ambiente, dentro da abordagem “Uma Só Saúde” (One Health).

Além disso, produtores recebem orientações específicas sobre biosseguridade nas granjas, enquanto médicos-veterinários são estimulados a ampliar a vigilância clínica e a notificação de suspeitas.

Risco para humanos é baixo

O DAFF reforça que o risco atual para a saúde humana permanece baixo. Ainda assim, recomenda que qualquer pessoa evite contato com aves doentes ou mortas e registre a localização dos animais para que equipes especializadas possam realizar a investigação.

As orientações fazem parte de uma ampla campanha educativa que inclui materiais técnicos, cartilhas, treinamentos e conteúdos específicos para avicultores, veterinários, criadores de aves ornamentais e proprietários de aves de subsistência.

A iniciativa australiana acompanha o movimento observado em diversos países que vêm reforçando protocolos de biosseguridade diante da expansão global do H5N1, considerado atualmente uma das principais ameaças sanitárias para a avicultura mundial.

Fonte: agriculture.gov.au – com adequações da aviNews Brasil.

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