A retomada das atividades da planta de Citral não é esperada para antes do mês de março, conforme divulgado pela BASF. A empresa está trabalhando para substituir cerca de 550 peças de equipamento e partes selecionadas de 200 tubulações no local, muitas das quais devem demorar várias semanas para chegar ao local e serem devidamente instaladas.
BASF prevê reabastecimento de vitaminas A e E entre abril e maio
A BASF lançou hoje um site para informar seus clientes, indústria e público interessados sobre o andamento dos trabalhos de reparo em sua fábrica de produção de Citral, em Ludwigshafen.
A BASF, responsável por mais de 40% das vitaminas A e E produzidas no mundo, prevê que a retomada do reabastecimento dos produtos deverá ocorrer por volta de abril/maio de 2018. A produção dos insumos está paralisada desde o incêndio que atingiu a planta da Citral em Ludwigshafen, na Alemanha, em 31/10/17.
O Citral é utilizado como matéria-prima na produção das vitaminas A e E, utilizadas na complementação da nutrição de aves. Estudos apontam que as vitaminas compõem entre 0,1 e 0,5% do volume da ração animal e representam 50% do custo total do aporte vitamínico suplementar, correspondendo a cerca de 3% do total do custo da dieta.
A planta de Ludwigshafen foi acometida por um incêndio após o encerramento de atividades de manutenção no final da noite de 31 de outubro. Segundo a empresa, a causa do incêndio foi uma falha de equipamento técnico e destruiu os principais componentes elétricos necessários para orientar os processos de produção.
“As plantas de vitamina A e E em Ludwigshafen só poderão ser reiniciadas, uma vez que o fornecimento do Citral seja restabelecido”, informa o comunicado da BASF. Sobre o restabelecimento do fornecimento das vitaminas A, E e vários carotenóides pela planta de Ludwigshafen, é esperado para seis a 12 semanas após o início da operação da Planta Citral.
Conforme divulgado pelo jornal Valor Ecômico no final de dezembro de 2017, para grandes consumidores de ração (empresas como BRF e Seara), o impacto econômico da escassez de vitaminas não é relevante. O jornal afirma que estimativas do presidente de um dos maiores grupos de nutrição animal em atividade no Brasil são de que, com o aumento de preços, o peso das vitaminas na ração aumente.
No setor, a avaliação é que consumidores que têm contratos de longo prazo com as chamadas premixeiras – companhias que misturam vitaminas e minerais – devem ser preservados da escassez. No entanto, aqueles que compram premix esporadicamente podem ser afetados.
A BASF lançou hoje um site para informar seus clientes, indústria e público interessado sobre o andamento dos trabalhos de reparo em sua fábrica de produção de Citral, em Ludwigshafen.
Da Redação