16 jan 2023

Brasil corre risco de ficar sem ovos?

A escassez global de ovos e o preço altíssimo da proteína tem feito milhares de pessoas sofrer. Há relatos sobre […]

Brasil corre risco de ficar sem ovos?

A escassez global de ovos e o preço altíssimo da proteína tem feito milhares de pessoas sofrer. Há relatos sobre a falta de ovo em supermercado de vários países, como EUA, Nova Zelândia, Reino Unido e em vários outros países europeus. Mas o que está causando essa escassez? Os motivos são variados e específicos de cada região. A população do Brasil teme que esse cenário eleve mais os preços do produto ou cause a falta dele.

A falta de ovos nos Estados Unidos ocorre, principalmente pelo surto de influenza aviária que o país vem sofrendo. Mais de 44 milhões de aves poedeiras foram mortas devido ao vírus, causando um disparo no preço do produto e a falta do mesmo em alguns estados. Iowa é o estado mais prejudicado, 47 dos 52 estados americanos já foram atingidos pela epidemia de influenza desde fevereiro do ano passado.

Além do surto de influenza aviária, há legislações locais que proíbem a criação de galinhas em gaiolas, em prol do bem-estar animal, isso acabou retirando alguns produtores do mercado, reduzindo a oferta de ovos no país. Atualmente a dúzia de ovos nos EUA custa US$ 7,37 (R$ 38,14), há um ano o preço era de apenas US$ 2,35 pela dúzia, conforme dados do Departamento de Agricultura dos EUA.

Enquanto isso, no Reino Unido e em países da Europa, o que mais agrava a situação são os altos custos de produção, que foram ocasionados pelo conflito entre Rússia e Ucrânia além dos casos de gripe aviária. Os impactos da guerra acabaram aumentando muito o preço do milho, que é utilizado na alimentação das galinhas. Quando os ovos são encontrados na região, eles são limitados e com o preço bem elevado.

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Já na Nova Zelândia, o que mais tem reduzido a oferta de ovos são leis que proíbem a criação de aves em gaiolas que entraram em vigor neste ano. O plano era eliminar toda a criação em gaiolas até dia 1 de janeiro de 2023, mas isso não aconteceu. Mesmo assim, houve uma grande redução nesse tipo de criação, em dezembro do ano passado apenas 10% das galinhas do país continuaram sendo criadas em gaiolas.

Isso acabou gerando um aumento nos custos de produção, porém não houve aumento proporcional da demanda por ovos, fazendo com que a quantidade produzida caísse, resultado na escassez da proteína.

Aqui no Brasil não devemos sofrer essa escassez, é o que autoridades e especialistas afirmam. Nós não temos histórico de gripe aviária e, diretamente, não sofremos os efeitos do conflito no leste europeu. No entanto, a previsão é que o preço continue elevado durante o ano de 2023 por conta dos altos preços que o milho atingiu em 2020.

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“Tivemos uma queda de 5% da produção de ovos em 2022 e estamos projetando recuo de 2% em 2023, fruto da diminuição de matrizes no tempo do pico do milho, quando ele chegou próximo a R$ 100 a saca”, comenta Ricardo Santin,  presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

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