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11 nov 2021

Em dez meses, exportações brasileiras de frango crescem 9% em volume e 24% em faturamento

Em 2021, no acumulado de janeiro a outubro, as exportações brasileiras de carne de frango registraram elevação de 9% em volume e 24% em faturamento, , que ressalta que os repasses das altas nos custos de produção têm sido absorvidas pelo mercado internacional. Saiba tudo aqui!

Em dez meses, exportações brasileiras de frango crescem 9% em volume e 24% em faturamento

Em 2021, no acumulado de janeiro a outubro, as exportações brasileiras de carne de frango registraram elevação de 9% em volume e 24% em faturamento, , que ressalta que os repasses das altas nos custos de produção têm sido absorvidas pelo mercado internacional. As informações constam do relatório “Perspectiva para o Agronegócio Brasileiro”, produzido pelo departamento de Pesquisa e Análise Setorial do Rabobank Brasil.

O principal destaque do material é para a queda de 3% nos embarques de carne de frango para a China, responsável por 15% das compras, e para a Arábia Saudita, que reduziu a demanda em 16%, reflexo dos embargos feito em maio onde 11 plantas foram suspensas, cedendo lugar de 2° maior importador da carne de frango brasileira para o Japão.

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Ainda assim, no comparativo anual, o saldo se mantém positivo devido aos novos destinos que a carne de frango brasileira tem ganhado. Segundo o relatório, Emirados Árabes e África do Sul têm registrado incrementos de 25% e 17%  no acumulado até outubro, em volume.

Na Europa, Holanda e Reino Unido também tem aumentado significativamente as importações, e não menos importante, o México que no acumulado do mesmo período saltou de 14 mil toneladas para 99 mil toneladas (+622%)As expectativas, na avaliação do Rabobank, se mantêm positivas para grande parte dos destinos em 2022, porém no caso do México as oportunidades de crescimento nas exportações estão mais limitados para o próximo ano.

“Isso, porque os Estados Unidos, com sérios desafios na oferta de mão de obra, têm enviados grandes remessas de frango para serem desossadas no México, com garantias de preços menores”, ressalta o documento.

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E pelo lado da oferta, os altos custos com alimentação podem limitar a produção, porém, as expectativas de recuperação na produção suína após forte queda no ano passado, deve limitar a capacidade de importação da carne de frango. Em 2022, as exportações brasileiras de carne de frango devem apresentar novo crescimento de 1,5% em volume, segundo as expectativas da Instituição.

China

O cenário de reabertura e recuperação econômica mundial tem favorecido a demanda por carnes, principalmente as mais baratas como o frango. Desafios pelo lado da oferta, como os altos custos da ração, do frete marítimo, energia elétrica e os desafios sanitários com a gripe aviária corroboram para equilibrar o balanço entre oferta e demanda.

A China ainda se mantém como principal destino da carne de frango brasileira, porém o ritmo ainda crescente da produção local nos últimos quatro anos e a recuperação da produção de carne suína têm reduzido os níveis de importação do país asiático. Os analistas do Rabobank projetam para este ano um incremento de 5% na oferta de carne de frango chinesa com relação ao ano anterior.

Eles destacam ainda que, além da PSA, a gripe aviária também se mantém ativa no território chinês e impactando negativamente na produção de frango em algumas regiões. A queda significativa dos preços da carne suína na China, atingindo patamares abaixo do comercializado pré-PSA, somado a política de “tolerância zero” do governo para novos casos de Covid-19, aplicando o “lockdown” logo após a confirmação, têm reduzido a demanda pela carne de frango em restaurantes e hotéis.

Mesmo com esses desafios, os analistas apontam que a oferta chinesa de carne de frango aumente outros 2% no comparativo anual.

Mercado Doméstico

Com relação ao mercado doméstico, a carne de frango tem sido a proteína animal mais beneficiada em termos de consumo, diante do cenário de reabertura econômica e recuperação do poder de compra, segundo o documento. Diferente do que ocorreu com a carne suína, que encontrou desafios para transferir os aumentos de custos e o aumento de produção, a carne de frango tem seguido ritmo de valorização praticamente desde o início do ano, registrando a segunda queda mensal nos preços em outubro (após a queda de abril), refletindo os bons níveis de demanda interna.

Com o avanço dos meses a competitividade com as carnes bovina e suína foi caindo, porém, os analistas projetam mais um incremento no consumo per capita de 2,5% este ano, se consolidando mais um ano como a carne mais consumida pelo brasileiro. Cenário que deve se manter no próximo ano, porém com expectativa de crescimento menor, abaixo de 1%.

Custos de Produção

Os custos de produção, principalmente da ração, assim como na produção suína, devem continuar impactando as margens do setor avícola, porém, com menor intensidade. Isso porque as expectativas de novos aumentos de área plantada e produtividade, principalmente do milho, devem reduzir os preços médios comercializados com relação a este ano.

Projeções de desvalorização do Real podem elevar a competitividade com o mercado externo, mas com a próxima colheita do milho safrinha, os preços devem ser pressionados para baixo. Somado às expectativas de recuperação da economia no próximo ano, os analistas do Rabobak esperam um novo aumento no volume produzido, de cerca de 1,5% com relação a 2021.

O cenário de volatilidade deve se manter em 2022, e as variáveis que podem impactar no ritmo de recuperação do PIB devem ter atenção maior, bem como as condições do clima nesse final e início do próximo ano, que podem afetar negativamente a produção da próxima safra de grãos. No mercado externo, a manutenção do ritmo de reabertura econômica e câmbio ainda mais favorável devem manter positivas as demandas pela carne de frango brasileira.

Ponto de Atenção

A carne de frango deve se manter como destaque entre as proteínas animais, principalmente no cenário de retomada econômica e recuperação do consumo doméstico.

Novos destinos podem ganhar espaço nas exportações brasileiras, com as tendências de queda de importação da China e Arábia Saudita e somado as expectativas de câmbio ainda mais competitivo no mercado internacional.

Fonte: Rabobank

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