
O sistema de criação de recria de postura comercial vem buscando melhorar a saúde e bem-estar dos animais. As enfermidades do trato respiratório são um grande desafio para a indústria por estarem ligados a diversos fatores como:



Os quadros clínicos respiratórios podem envolver bactérias, vírus, fungos, condições ambientais e respostas vacinais (INOUE, 2020).

As galinhas estão expostas a fatores de estresse e doenças infecciosas que prejudicam a imunidade, diminuindo o potencial genético e produtivo da ave. A imunidade inata pode ser afetada por esses fatores desde a primeira semana de idade (HOERR, 2010).

As principais células de defesa da imunidade inata na linha de frente contra os microrganismos são os macrófagos. A modulação dos macrófagos pulmonares é importante para manter a saúde respiratória das aves e garantir melhores resultados produtivos (SMIALEK, 2011).
Entre as patologias respiratórias existentes, podemos destacar:









O vírus da bronquite infecciosa causa perdas de produção em lotes de postura. Ele se replica no trato respiratório da galinha, levando a mudanças no mecanismo de defesa mucociliar e expondo as aves a infecções bacterianas secundárias. A via comum de entrada na ave é a respiratória, se disseminando para o resto dos sistemas (AMARASINGHE et al, 2017).
A porta de entrada do vírus da laringotraqueíte na galinha são as vias respiratórias e oculares, ocorrendo à replicação inicial nos seios respiratórios, laringe e trato respiratório superior com maior extensão. As lesões macroscópicas encontradas nas aves infectadas variam de acordo com a gravidade da doença, podendo apresentar rinite mucóide e traqueíte hemorrágica, exsudato nos brônquios primários, excesso de muco com ou sem exsudato no lúmen traqueal e conjuntivite (GOWTHAMAN et al, 2020).
A imunidade inata é mediada por células. Quando modulada precocemente à infecção, têm demonstrado importância na proteção contra essa doença nas aves (COPPO, HARTLEY E DEVLIN, 2013).

O controle das doenças respiratórias exige vários fatores como:



A escolha de um tratamento eficaz é essencial para evitar as perdas produtivas das aves (INOUE, 2020).
Existem vários fármacos utilizados para tratar doenças respiratórias com diferentes tipos de ação, além dos antimicrobianos específicos para cada agente. Ainda temos os broncodilatadores, antitussígenos e mucolíticos, este último em uso na avicultura industrial adicionado à água de bebida ou por aspersão. Dentro desta categoria de mucolítico está a bromexina.

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Desta forma, é considerada um mucolítico expectorante, exercendo as seguintes atividades:







BROMESOL®


INDICAÇÕES DE USO DO BROMESOL®






ESTRATÉGIAS DE USO DE BROMESOL®
Bromesol® é uma importante ferramenta para situações onde existam riscos de comprometimento respiratório, podendo ser infeccioso, ambiental ou associado.
Na ocorrência de enfermidades virais respiratórias, procura-se minimizar os sinais clínicos da doença, facilitando a condição respiratória das aves comprometidas.
ENSAIOS DE CAMPO
O Bromesol® foi avaliado associado a um antimicrobiano macrolídeo sobre a atividade imunomoduladora do sistema respiratório de aves. Neste estudo, 30 aves de 20 dias de idade foram divididas em três grupos:







Microfotografias histológicas (Coloração de Giemsa)

CONCLUSÃO
| Os macrófagos são considerados fundamentais na regulação da resposta imune natural e específica, capazes de fagocitar partículas estranhas em um curto espaço de tempo e sendo a primeira linha de defesa contra os agentes infecciosos (MORGULIS, 2002). |

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Amarasinghe, A. et al. Infectious bronchitis corona virus establishes productive infection in avian macrophages interfering with selected antimicrobial functions. Plos one, v. 12, 2017, 1-21 p.
Coppo, M. J. C., Hartley, C. A. Devlin, J. M. Immune responses to infectious laryngotracheitis virus. Developmental & Comparative Immunology, V. 41, 2013, 454-462 p.
David, B. et al. Air Quality in Alternative Housing Systems May Have an Impact on Laying Hen Welfare. Part I—Dust. Animals, v. 5, 2015, 495-511 p.
Gowthaman , V. et al . Infectious laryngotracheitis: Etiology, epidemiology, pathobiology, and advances in diagnosis and control – a comprehensive review. Vet Q, v.40, 2020, 140-161 p.
Hoer , F. J. , Clinical aspects of immunosuppression in poultry. Avian Dis, v. 54, 2010, 2-15 p.
Inoue, A. Y., Abreu, J. T., Filho, T. F. Fisiopatologia do sistema respiratório. Doença das aves, v.3, 2020, 359-396 p.
Morgulis, M. S. Imunologia aplicada. Fisiologia aviária aplicada a frangos de corte. V. 2, 2002, 241-243 p.
Smialek, M., Tykalowski, B., Koncicki, A. Local immunity of the respiratory mucosal system in chickens and turkeys. Pol J Vet Sci, v. 14, 2011, 1-7 p.

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