
Resiliência – essa é uma capacidade que pessoas que trabalham com ciência devem ter e sem a qual não seria possível exercer a profissão. Hoje, como líder da área de Pesquisa e Desenvolvimento no Brasil da maior empresa global de saúde animal, digo que passei por situações ao longo da carreira que me fizeram acreditar ser essa a maior característica de alguém que escolhe a ciência como caminho.
A ela, agrego outras – compromisso de impactar de maneira positiva a vida das pessoas, motivação para adquirir e compartilhar novos conhecimentos, capacidade de ordenar pensamentos e de seguir processos, além da motivação para enfrentar desafios constantes e inerentes à natureza de cada novo projeto.
Eu me apaixonei pelas ciências da vida e, mais especificamente, pela biologia desde muito cedo. Costumo dizer que nasci bióloga e, embora possa parecer clichê, posso afirmar que o amor pelo que faço me motiva a exercer cada dia mais e melhor a minha profissão. Tenho ainda a satisfação de trabalhar com uma equipe extremamente talentosa que não mede desafios para produzir ciência de excelência, em prol da saúde animal.
Nesses dois anos de pandemia, nunca se falou tanto a respeito de ciência, de seu valor e da importância de investimento na área. Os olhos e todos os esforços no mundo inteiro ficaram voltados ao desenvolvimento de tecnologias e ferramentas que pudessem conter o avanço de um inimigo totalmente desconhecido e invisível aos olhos humanos, e a figura do pesquisador ganhou notoriedade, em seu papel em apresentar soluções para necessidades reais em caráter de urgência – em favor da saúde e da vida. A ciência, que parecia algo tão distante da realidade das pessoas, tomou conta das rodas de conversa, dos noticiários e trouxe à tona oportunidades e grandes desafios.
Pesquisadoras brasileiras tiveram destaque no combate ao SARS-CoV-2, causador da covid-19, e na divulgação de informações a respeito do assunto, como a biomédica Jaqueline Goes de Jesus, coordenadora do time de especialistas que fez o sequenciamento genômico do primeiro caso de covid-19 detectado no País em apenas 48 horas, ou a imunologista Daniela Santoro, que está entre os 30 cientistas brasileiros que trabalham para criar um spray nasal que promete reforçar a imunidade contra a covid-19. Quem acompanhou as notícias pela TV dificilmente desconhece a microbiologista Natalia Pasternak, que esteve na linha de frente contra a desinformação sobre o vírus. Isso apenas para citar algumas, mas muitas outras se sobressaíram nesse período.
Destaco também que a ideia de que o pesquisador ou de que quem trabalha com pesquisa e desenvolvimento tem, em geral, o perfil mais introspectivo e não expositivo, presente no imaginário comum, caiu por terra no momento da pandemia. A troca de experiências e resultados nas estratégias de prevenção, combate e gestão de controle do vírus se deu em ordem global e em sinergia com muitas outras áreas e instâncias pública e privada. Em meio a um cenário catastrófico e pandêmico, ficou evidente que esforços conjuntos e integrados entre governos, instituições de pesquisa, empresas e entidades internacionais foram cruciais para a disponibilização e a viabilização, em tempo recorde, de ferramentas de combate ao SARS-CoV-2 destinadas à saúde humana e à animal.
Entendo que quem opta por trabalhar com pesquisa e desenvolvimento está construindo o futuro e que todos deveriam se sentir à vontade para sugerir e trazer soluções às necessidades humanas e às dos demais seres vivos. Como alguém que já trilha essa jornada há um tempo, eu me vejo obrigada a fortalecer e a estimular quem demonstra a vontade de caminhar junto, como num processo ativo e contínuo para ampliar conexões e maximizar o impacto da ciência na vida das pessoas. A carreira científica nos abre as portas de um universo vasto e repleto de desafios, descobertas e conhecimento.
Autora: Carla Freitas, Bióloga e Líder de Pesquisa e Desenvolvimento da Zoetis no Brasil
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