O macho reprodutor, ‘pai’ dos pintinhos que vão habitar as granjas, é um dos elos mais importantes na avicultura industrial. Com a evolução genética, nutricional e tecnológica, revisar os programas de manejo é fundamental. Entretanto, ainda hoje, mais da metade das empresas ainda pecam em alguma fase da vida antes de eles serem acasalados com as fêmeas, o que pode atrapalhar seu desempenho reprodutivo na fase seguinte. É o que destacou o médico veterinário gerente Sênior de Serviço Técnico da Cobb-Vantress na América do Sul, Luciano Keske, durante webinar promovida pela Cobb-Vantress, líder em genética avícola no mundo.
De acordo com ele, é tarefa básica dos técnicos que vão as granjas “observar ganho de peso semanal, condição corporal e a uniformidade do lote, são os pontos chaves de sucesso para os machos”, citou, emendando que é preciso estar atento “à boa conformação fenotípica, manutenção do score de peito na recria para que tenhamos boa manutenção de machos ativos na produção”.
Já na chegada, entre os pontos de observação no manejo estão papel com ração, temperatura ideal de 32°C e densidade que muda a cada três dias. Nessa hora, frisou, “tem que fazer o macho comer, estimular ao menos três vezes ao dia”, acentuou. No segundo dia, verificar se ao menos 95% dos pintinhos estão com o papo com alimento e água, isso nos dará uma boa indicação de um bom ambiente na chegada (recepção) do lote
Até as 12 semanas, o desenvolvimento deve estar voltado à estrutura óssea e às células de migração dos espermatozoides. O problema, de acordo com Keske, acontece na fase seguinte. De acordo com ele, 60% das companhias têm problemas entre as semanas 13 e 20, no início da maturação sexual. “Nessa fase tem que estimular mais o consumo de ração”, citou como uma das alternativas. De 20 a 24 semanas, se completa a maturação sexual, especialmente com relação à formação dos testículos.
Grading
Entre os pontos destaque, lembrou que é preciso fazer grading (separação por peso) ao menos cinco vezes até a 16ª semana de vida. “Fazer cinco seleções para fazer correções, separando os machos por categorias de peso”.
Aos sete dias, no primeiro grading, destacou Keske, é importante separar as aves por causa da voracidade, ou seja, as mais leves podem se alimentar sem a competição dos machos “mais vorazes” e assim ganhar o peso semanal esperado. Este grading ajuda muito a melhorar a uniformidade dos machos em toda vida de recria e produção. Realizar a principal seleção na quarta semana, onde devemos remover do lote aqueles machos com peso inferior a 20% do peso médio neste grading.
Na medida em que crescem, lembrou o profissional, é importante adequar a oferta nutricional de alimento, além de bebedouros e comedouros. Após as 21 semanas, o objetivo é manter o reprodutor, com controle de peso e uniformidade acima de 90%. Na produção, quando os machos já estão acasalados com às fêmeas, é preciso garantir que ele não roube alimento das fêmeas, usando uma proteção nos comedouros das fêmeas (mangueiras) para os machos não terem acesso ao alimento, já que o alimento da fêmea é mais rico em nutrientes e com isso seguramos o peso dos machos. Os machos recebem um alimento com menor teor de energia, assim podemos aumentar a quantidade e mantê-los satisfeitos durante o dia.
Qualidade acima de quantidade
Em sua mensagem final, lembrou que a qualidade do reprodutor deve ser perseguida sem pressão por manter a viabilidade. “Lembramos que sempre necessitamos de qualidade e não de quantidade”, frisou.
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