
A JBS, multinacional que integra a ASGAV (Associação Gaúcha de Avicultura), importou 30 navios carregados de milho da Argentina em meio à quebra da safra do grão no Brasil. Conforme a empresa, que é a segunda maior produtora de alimentos do mundo, os valores negociados oscilam entre R$ 15 a R$ 20 a menos que o preço praticado por saca de 60 quilos no mercado interno, considerando as indústrias localizadas nas regiões Sul e Sudeste.

O setor avícola gaúcho, que vem trabalhando com a ABPA junto aos governos estaduais e federais desde o começo do último trimestre de 2020, avalia essa situação como prevista e necessária, diante da dificuldade de atendimento de alguns pleitos e os impactos financeiros e sociais causados pelos altos custos de produção.
O presidente executivo da Asgav, José Eduardo dos Santos, afirma que outras empresas já compraram milho da Argentina, mas que essa importação expressiva representa um avanço considerável e um indicativo de mudanças no cenário do milho nos âmbitos gaúcho e nacional.
“No Rio Grande do Sul já temos diferimento de ICMS de países do Mercosul concedido pelo governo do estado e, no Brasil, a reposição de estoques dessas grandes empresas por meio da compra de milho de outros países, diminui a procura e a aquisição interna”, avalia.
Santos acrescenta que esse movimento pode aliviar a pressão, aferir mais flexibilidade de negociação e marcar o início de uma série de operações volumosas envolvendo a compra internacional de milho.
“Também, em breve, teremos os cereais de inverno, como trigo e triticale, que serão usados para a ração animal, alternativa que também vai complementar a estrutura do mercado de milho”, explica, enfatizando que é favorável à produção do cereal, desde que tenha preços compatíveis e equilibrados para todos os envolvidos.
Entre os pleitos apresentados mais de uma vez pela Asgav em audiências públicas e reuniões com entidades ligadas ao tema, estão:
Fonte: Assessoria de Imprensa
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