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A importância do controle de peso nas fêmeas em produção

Escrito por: Rafael Carreon - Gerente Regional MG e RJ da Cobb Brasil
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nutrição de reprodutoras pesadas

O melhoramento genético da Cobb contribui para uma ave que apresenta maior quantidade de carne por menos custo

Conteúdo disponível em: Español (Espanhol)

Na indústria avícola, a fertilidade em reprodutoras pesadas é um ponto crítico. É ela que determina o máximo retorno econômico, a partir do número e qualidade dos pintinhos produzidos por ave alojada.

A eficiência das reprodutoras é determinada pela carga genética e fatores ambientais. Para chegar ao máximo desenvolvimento reprodutivo  é necessário considerar os fatores que influenciam a maturidade sexual, ovulação, fertilização, formação do ovo e oviposição (RUTZ, 2007).

A nutrição de reprodutoras pesadas exige constante avaliação, já que influencia fortemente na produção de ovos e pintinhos e tem efeito direto na qualidade dos pintos de um dia. Portanto, no desempenho e uniformidade final dos lotes de frangos de corte. No caso de reprodutoras pesadas, o peso corporal, a uniformidade e a maturidade sexual são pontos críticos no manejo das aves.

A eficiência das reprodutoras é determinada pela carga genética e  fatores ambientais, como instalações, programa de luz, nutrição e manejo, que influenciam na capacidade de alcançar esse potencial.

Segundo Bakker (2015), na indústria de reprodutoras pesadas, é fundamental que estas tenham suficiente score de peito (pontuação 3-4 de 5) e gordura pélvica (mais que 95% do lote) antes de receber estímulo de luz, o que contribui para um bom pico de produção e persistência de postura, alta eclodibilidade inicial e viabilidade na primeira semana de vida da progênie, assim como baixa mortalidade das reprodutoras durante o pico de produção.

Muitos criadores valorizam a necessidade de alto pico de produção de ovos e, às vezes, aumentam ou mantém altas quantidades de alimento para conseguir ganhos no pico de produção de ovos. Como consequência, se tem um custo adicional de alimentação e excessivo ganho de peso nas reprodutoras, prejudicando seu desempenho reprodutivo.

Na fase inicial de produção, os nutrientes serão direcionados à manutenção corporal,  ganho de peso e produção de ovos. No caso de ingestão excessiva de nutrientes, as aves apresentarão excesso de ganho de peso e superovulação, o que levará à mortalidade elevada em virtude da postura abdominal (Peritonitis).

Leksrisompong e colaboradores (2014) afirmam que as práticas comerciais usualmente repercutem em taxas elevadas de mortalidade, hierarquias duplas e ovulações múltiplas do início da postura até o pico de produção, quando os estímulos de ração são aplicados muito rapidamente no período inicial de produção.

Para prevenir a obesidade nas aves e o concomitante declínio na produção, eclodibilidade e fertilidade dos ovos, a redução da quantidade de ração depois do pico de produção é fundamental. No entanto, diversos autores  afirmam que, durante a fase de produção, a restrição alimentar deve ser aplicada cuidadosamente, devido à necessidade de manter a produção de ovos, pois a restrição excessiva pode causar queda de postura.

Segundo Robinson (1996), as reprodutoras pesadas devem ser tratadas e gestionadas de forma a maximizar o trato reprodutivo (produção de sêmen, produção de ovos, fertilidade e eclodibilidade), já que também carregará o material genético, a fim de que seus descendentes apresentem taxas muito rápidas e eficientes de crescimento.

A forte relação negativa entre peso corporal e eficiência reprodutiva em reprodutoras pesadas exige gestão na prática de restrição alimentar.

CONCLUSÕES   

Devido às características comentadas e com vistas a melhorar o controle do peso corporal, após a passagem das fêmeas à produção, sugerimos pequenos aumentos de ração, evitando com isso que as aves ganhem peso demais.

Recomendamos muita atenção nos incrementos e volume de nutrientes fornecidos às fêmeas depois do primeiro estímulo de luz. Observe com atenção os lotes que atrasam o início da produção, para que não lhes seja oferecido alimento acima de suas necessidades.

É altamente recomendado que o estímulo de luz somente seja realizado quando as aves tenham scores corporais e reserva de gordura suficiente (Bakker, 2015).

Deve-se fornecer os maiores incrementos de ração a partir de 40% da produção, chegando ao volume máximo com 80%. Após o pico de produção, deve-se diminuir progressivamente o volume de ração até alcançar o volume diário que proporcione a ingestão de 400 kcal de energia e 19 a 20 gramas de proteína.

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