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Crise de mão de obra na avicultura: por que o problema não é falta de gente, mas falha de gestão

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Mão de obra na avicultura não falta, problema está na gestão ineficiente, treinamento inadequado e processos mal estruturados nas granjas

Crise de mão de obra na avicultura: por que o problema não é falta de gente, mas falha de gestão

A avicultura brasileira sempre foi referência em eficiência produtiva. Mas há um limite claro surgindo: a falta de alinhamento entre pessoas, liderança e modelo de trabalho. Esse foi o centro de discussão com Delair Bolis, Presidente da MSD Saúde Animal para o Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia, e Joanita Karoleski, Conselheira, Mentora e Investidora do agro e setor de alimentos, durante o Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA).

A entrevista aconteceu no estúdio agriPlay, “o espaço oficial de entrevistas com palestrantes e líderes do setor”, conduzida por Priscila Beck, Diretora de Comunicação da agriNews Brasil.

O setor costuma tratar a escassez de mão de obra como um problema externo. No entanto, o diagnóstico apresentado aponta para dentro das organizações. O desafio não está apenas na quantidade de profissionais, mas na capacidade de atrair, desenvolver e manter talentos em um novo cenário.

Existe, sim, uma diminuição da disponibilidade de mão de obra… mas existe uma responsabilidade… de qual que é o papel da organização, qual que é o papel do líder nessa jornada toda.”, afirma Delair Bolis.

Assista a entrevista completa:

A mudança geracional trouxe uma quebra de paradigma. O modelo baseado em controle e obediência perdeu força. Hoje, propósito, desenvolvimento e clareza de carreira passaram a ser determinantes para retenção.

Esse descompasso impacta diretamente o campo. Operações com alto nível tecnológico começam a travar não por falha de processo, mas por falta de pessoas preparadas para executar, interpretar e evoluir o sistema.

O capital da inovação perde o valor na mão de um capital humano desqualificado.”, destaca Delair Bolis.

A consequência prática é clara: investimento em tecnologia sem investimento proporcional em pessoas gera baixa eficiência e retorno limitado. Nesse contexto, iniciativas como formação contínua, universidades corporativas e desenvolvimento de lideranças deixam de ser diferencial e passam a ser necessidade operacional.

Outro ponto crítico está na liderança. Não basta atrair talentos se o ambiente não está preparado para recebê-los.

Acho que, para mim, a figura central é a gente aparelhar a liderança de uma forma diferente do que a gente está fazendo hoje.”, complementa Joanita Karoleski.

A liderança passa a ter papel direto na retenção e no desempenho. Empresas que não adaptarem sua gestão correm o risco de perder espaço não apenas para concorrentes do agro, mas para setores como tecnologia e varejo, que disputam o mesmo perfil profissional.

O recado do setor é direto: eficiência não se sustenta sem gente preparada. A avicultura já entendeu processos. Agora precisa evoluir pessoas na mesma velocidade.

Assista a entrevista completa:

Crise de mão de obra na avicultura: por que o problema não é falta de gente, mas falha de gestão

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