27 maio 2022

Pessoas, Produtos, Processos e Proteção, os 4 P do controle da Salmonella

A presença de agentes patogênicos que geram grandes desafios à saúde pública é um desafio crescente. Atualmente, Salmonella spp. e Campylobacter spp. lideram a lista de agentes de origem alimentar relacionados a produtos avícolas.

Pessoas, Produtos, Processos e Proteção, os 4 P do controle da Salmonella

A presença de agentes patogênicos que geram grandes desafios à saúde pública é um desafio crescente. Atualmente, Salmonella spp. e Campylobacter spp. lideram a lista de agentes de origem alimentar relacionados a produtos avícolas. Além disso, essas bactérias podem apresentar alta resistência a antibióticos, e nos dias atuais, essa condição é uma ameaça global.

4 P do controle de salmonellaComo a maioria dos sorotipos de Salmonella não causam doenças graves em frangos há uma tendência de considerar a sua presença como algo que não afeta o mercado avícola. Essa falsa sensação de segurança costuma resultar na diminuição das medidas de controle e na tendência de aceitar a presença desses sorotipos como algo com o qual podemos conviver. Dada à versatilidade da Salmonella, sua alta capacidade de adaptação e sua persistência por longos períodos em instalações avícolas, baixar a guarda pode ser um grande erro.

A prevenção das Salmonellas na indústria avícola exige a implementação de programas abrangentes de prevenção e controle. Por ser uma doença tão complexa, não existe uma medida de controle única. Portanto, é preciso realizar um trabalho intensivo para mitigar, conter e, principalmente, prevenir a persistência e a disseminação da Salmonella em frangos e no ambiente.

Em todo o mundo, S. Enteritidis e S. Typhimurium são os sorotipos mais importantes em termos de saúde pública. No Brasil a S. Heidelberg e a S. Minnesota também são considerados uma ameaça e, nos últimos anos, S. Infantis, um sorotipo emergente de Salmonella tornou-se muito importante, causando surtos de doenças transmitidas por alimentos em diferentes países. Apesar dos esforços para controlar este sorotipo, sua prevalência em ambientes avícolas está se tornando alarmante.

4 P do controle de salmonella

Alguns sorotipos de Salmonella podem ser considerados organismos transitórios que ocasionalmente são isolados e identificados. A maioria desses sorotipos não costuma ser patogênica e é possível eliminá-los com processos de limpeza e desinfecção de rotina, no entanto, alguns sorotipos podem ser completamente estáveis em instalações avícolas. Eles podem crescer e formar populações residentes nas aves e no ambiente. Esses “sorotipos residentes” persistem por muito tempo, mesmo após processos de limpeza e desinfecção rigorosos.

4 P do controle de salmonellaAlgumas Salmonellas do grupo C, dentre elas a S. Infantis e a S. Kentuky, quando ocorrem pela primeira vez, podem persistir por muito tempo nas aves e em diferentes materiais utilizados em instalações avícolas, principalmente quando medidas de controle adequadas não são implementadas rapidamente após a sua detecção.

A prevenção desta doença deve estar concentrada na combinação de ações que incluem os 4 “Ps” do controle da Salmonella:

Pessoas,

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Produtos,

Processos e

Proteção.

Muitas vezes tratado como último elo, eu trago “P” de Pessoas em primeiro lugar. Se sem as pessoas, nada funciona, então são elas o elo mais forte da cadeia!! Pessoas que decidem por:

Iniciar um programa de Biosseguridade;

Engajar equipes;

Ter disciplina;

Liderar mudanças e implementar conceitos.

Dentro de um programa de controle da Salmonella, cada pessoa tem um papel fundamental e deve desempenhá-lo com maestria.

São as pessoas que definem o segundo “P” do controle das Salmonellas, os Produtos. Mesmo com todas as medidas de Biosseguridade implementadas, a utilização de vacinas é essencial.

Todos nós sabemos que, quanto maior for a correlação entre o sorotipo da vacina e o sorotipo do campo, maior é a eficiência de uma vacina, porém, todos também sabemos que é inviável uma vacina que contenha todos os sorotipos por isso os fabricantes de vacina utilizam conceitos de epidemiologia e imunidade cruzada para buscar a melhor combinação de antígenos.

O uso de vacinas para o controle de Salmonella deve ser considerado como parte de um programa de controle integrado que visa prevenir a colonização intestinal e a subsequente invasão do sistema reprodutor. Prevenindo a invasão do ovário e do oviduto, a transmissão vertical ou transovariana seria evitada.

Por outro lado, se a bactéria não conseguir aderir à célula epi-intestinal, ela não será capaz de se multiplicar e, assim, a excreção fecal poderá ser reduzida. Consequentemente, o risco de contaminação fecal do ovo também terá uma diminuição, reduzindo o risco de transmissão de Salmonella pelo ovo.

4 P do controle de salmonella

Em frangos de corte, a redução da excreção fecal significa menores cargas de Salmonella contaminando o ambiente e a cama, reduzindo o risco de contaminação das penas e pés. Desta forma, a vacinação, como intervenção na ave, contribui para o melhor desempenho do processamento, sendo mais eficaz, com menor contaminação da carcaça do frango.

4 P do controle de salmonella

Vacinas trivalentes podem fornecer proteção homóloga (mais importante) e/ou heteróloga para sorotipos incluídos nos grupos O:9, O:4 e O:7 respectivamente. O conceito de proteção heteróloga pode ser aplicado a sorotipos com semelhanças antigênicas (Ex. S. Typhimurium e S. Enteritidis). No entanto, para sorotipos de grupos diferentes (Ex. S. Infantis, grupo O:7), 4 P do controle de salmonellaeste efeito pode ser baixo e não específico; provavelmente relacionado a exclusão competitiva, resposta celular ou imunidade mediada por mucosa.

Vacinas inativadas induzem uma resposta imune mediada por células muito baixa. Uma das vantagens mais importantes dessas vacinas é a redução significativa da excreção fecal da Salmonella, bem como a diminuição da persistência desse agente em alguns órgãos das aves (principalmente fígado, baço e aparelho reprodutor) e nos ovos.

O uso destas vacinas em Matrizes costuma refletir positivamente no controle deste microrganismo no frango de corte. Embora as bacterinas ofereçam uma boa proteção contra a colonização intestinal e a excreção fecal, alguns aspectos negativos do uso dessas vacinas são:

A aplicação individual (custo e estresse);

Risco de lesões devido à reação inflamatória no local da aplicação (por adjuvantes ou por aplicação inadequada).

4 P do controle de salmonella

A Salmin Plus é a primeira vacina inativada do mercado que possui Salmonellas dos grupos B, C e D em sua composição, promovendo um amplo espectro de proteção e elevando as barreiras imunológicas da ave. Com um adjuvante de última geração, a Salmin Plus é fácil de aplicar e promove uma imunidade consistente e duradoura, com um baixo nível de reação local.

Mesmo escolhendo o melhor Produto, precisamos garantir o 3º “P” do controle das Salmonellas: O Processo! De que adianta o melhor Produto se o mesmo não for aplicado da maneira correta, na dose exata e no local indicado?

Para garantir o 3º “P”, a Phibro conta com a mais alta tecnologia de gerenciamento do processo vacinal, o dispositivo pHi-Tech. Este dispositivo trás o processo de vacinação para a era 4.0 permitindo que o processo de vacinação se transforme em um ponto crítico de controle, passível de correções e ajustes baseados em dados reais de cada granja.

4 P do controle de salmonella

4 P do controle de salmonellaPara ajudar no processo de mitigação de não conformidades e tomada de decisão, o Programa de Excelência em Imunização Animal da Phibro dá todo suporte necessário para a implementação de boas práticas de vacinação na granja, desde o recebimento de vacinas até a aplicação no animal e análises dos dados gerados por meio da pHi-Tech.

4 P do controle de salmonellaToda não conformidade, que agora pode ser mensurada, vai promover uma maior visibilidade do processo, permitindo maior controle e ajustes na vacinação, tudo isso com um objetivo claro de melhorar o 4º “P” do controle das Salmonellas, a Proteção.

A resposta imune da ave contra a infecção por Salmonella não é totalmente compreendida. A imunidade mediada por células e a imunidade da mucosa são as respostas mais importantes em termos de proteção contra estas infecções.

Quando esse agente entra em contato com a mucosa intestinal, a imunidade inata é ativada, uma imunidade mediada por células é induzida, acompanhada pela síntese de IgA secretora específica, proporcionando uma primeira barreira de defesa, visando prevenir a invasão de outros tecidos. Os mecanismos de resposta e defesa serão ativados de acordo com:

o tipo de ave,

a idade,

a condição do sistema imunológico e

o sorotipo.

A imunidade humoral é complementar e indispensável quando falamos de aves de ciclo longo. A resposta imune humoral primária ocorre 7 a 14 dias após a infecção/ vacinação com a produção inicial de IgM seguida pela produção de IgY (IgG), que pode durar semanas.

IgM são os anticorpos produzidos inicialmente. No entanto, IgY são os anticorpos mais abundantes no nível intravascular e extravascular. Eles são armazenados na vesícula vitelina e oferecem certos níveis de imunidade humoral ao pintinho nas primeiras semanas de vida. Se não houver estimulação antigênica contínua, os níveis de anticorpos cairão e poderão desaparecer. As células de memória imunológica produzem títulos de IgY sorológicos elevados, homogêneos e de longa duração, que são transmitidos, principalmente, para a progênie.

4 P do controle de salmonellaA mensuração das respostas imunes induzidas pelas vacinas pode ser realizada por meio da técnica de ELISA, em que se são determinados os níveis de anticorpos circulantes. Entretanto, hoje no Brasil existe um número limitado de kits para avaliação sorológica, se limitando, basicamente, à kits comerciais para Salmonella do grupo D, o que muitas das vezes, inviabiliza a monitoria dos programas vacinais.

Sempre buscando atender as necessidades de seus clientes a Phibro padronizou uma técnica de mensuração específica de anticorpos séricos, adaptando a sua utilização para monitorar lotes vacinados com Salmin Plus.

4 P do controle de salmonella

O teste de Widal é um teste utilizado há muitos anos para diagnóstico de infecção por Salmonella spp., utilizando em sua metodologia os antígenos específicos (por exemplo: antígeno somático, flagelar, Vi, etc.). Em estudo publicado recentemente, a técnica de Widal se mostrou adequada para a acompanhamento de lotes vacinados uma vez que pode aumentar as possibilidades de monitoria e eventualmente reduzir os custos com análises. E assim nós conseguimos mensurar o 4º “P”, a Proteção.

4 P do controle de salmonella

Pessoas, Produtos, Processos e Proteção! Estes são os pilares da estratégia Phibro para o controle das Salmonellas.

Acesse: https://www.youtube.com/watch?v=KSnhhL-VdHA&t=2s E CONHEÇA NOSSAS SOLUÇÕES

 

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