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Depois de reunir uma delegação chefiada pelo presidente do Paraguai, Horacio Cartes, juntamente com uma delegação de empresários para Dubai, as exportações avícolas paraguaias ao mundo árabe estão prestes a se materializar, uma vez que as exigências sanitárias impostas pelo importador sejam atendidas.
Sobre o assunto, a diretora da empresa Pollpar S.A., Pilar Zubizarreta, disse à rádio nacional do Paraguai que tudo está caminhando bem para o início das exportações para este novo mercado, mas alertou que a negociação envolve o envio de toda a documentação sanitária e que “esses processos levam um certo tempo, mas as autoridades estão ajudando a agilizá-lo”.
Além disso, Pilar Zubizarreta enfatizou que avicultura paraguaia atende a todos os requisitos solicitados e até mesmo o Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (SENACSA) coletou todos os requerimentos necessários exigidas pelas autoridades árabes para dar luz verde às exportações do Paraguai.
A diretora da empresa Pollpar S.A indicou que o Paraguai cumpre a todos os padrões de produção internacional para exportações de carne de frango como ISO, controle de qualidade total (TQM) e dispõe de um sistema de garantia de qualidade baseado nos princípios HACCP. As exigências sanitárias são delicadas e os importadores estão muito assustados diante da ocorrência de diversos casos de Influenza Aviária e, portanto, o Senacsa deve ser reunir uma completa documentação, com entidades sanitárias de dentro e de fora do país, atestando a sanidade da avicultura paraguaia.
Além disso, agrônomo Pilar Zubizarreta, afirmou: “Não vai ser difícil conseguir a aprovação, porque não temos doenças como a Influenza Aviária ou outras, mas, obviamente, devemos cumprir todas as exigências. Estamos tranquilos e nos adequando a todos os requerimentos, mas não podemos baixar a guarda com o trabalho que temos que levar adiante, porque os países importadores são exigentes em seus pedidos”.
Adicionalmente, apontou que o mercado árabe tem certas particularidades como a Certificação para o Abate Halal, além da demanda por pintainhos pequenos para serem exportados, o que para a indústria avícola paraguaia não é rentável, mas, sem dúvida, ela pode começar a se preparar e se adequar às exigências deste novo mercado de importação.
Finalmente, o diretor da empresa Pollpar AS, disse que, para o segundo semestre deste ano o país pode receber as licenças para que a carne de aves paraguaia possa entrar nos países árabes e, a partir desse momento, cada empresa avícola local poderá qualificar-se para atender as exigências impostas.
