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Quando a pressão sanitária aumenta, o que separa quem protege resultado de quem perde o lote?

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Quando a pressão sanitária aumenta, o que separa quem protege resultado de quem perde o lote?

Quando a pressão sanitária aumenta, o que separa quem protege resultado de quem perde o lote?

Em um cenário de maior pressão sanitária, restrição ao uso de moléculas e desafios cada vez mais multifatoriais, a avicultura já entendeu que reação tardia custa caro. O que ainda diferencia empresas que preservam desempenho daquelas que seguem “patinando” é a capacidade de antecipar risco, interpretar dados e estruturar prevenção de forma consistente. Esse foi o foco da entrevista com Murilo Mora de Assis, Gerente Técnico Comercial da Biochem, realizada durante o Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), no estúdio agriPlay, “o espaço oficial de entrevistas com palestrantes e líderes do setor”, conduzida por Priscila Beck, Diretora da agriNews Brasil.

Segundo Murilo, a principal falha não está apenas na estratégia escolhida, mas no momento em que ela entra em ação. Empresas mais eficientes deixaram de esperar o problema aparecer para então reagir. Passaram a trabalhar com leitura prévia de dados, análise de risco e decisões mais rápidas.

Empresas de sucesso que já estão um passo à frente, tendo sucesso, que formularam estratégias de gestão de risco baseadas na prevenção e na análise prévia de dados.”, afirma Murilo Mora de Assis.

Assista a entrevista completa:

Na prática, isso exige uma mudança importante de mentalidade. Coletar informação não basta. É preciso transformar o dado de campo em critério técnico para condução do lote. Esse processo passa por pessoas qualificadas, rotina de observação e capacidade de correlação entre necropsia, histórico sanitário, desempenho e ambiente produtivo.

Outro ponto central da entrevista foi o papel da saúde intestinal. Para Murilo, ela não pode mais ser tratada como um tema isolado ou limitado à digestão. Trata-se de uma base funcional da produção, com efeito sobre microbiota, imunidade, inflamação, estresse oxidativo e resposta aos desafios.

A microbiota intestinal é a base de tudo.”, destaca Murilo Mora de Assis.

Esse raciocínio se conecta diretamente ao uso de antibióticos. O sinal mais claro de que a operação perdeu a mão, segundo ele, é quando o antibiótico passa a ser usado em excesso por medo, e não por critério técnico.

Quando que eu perdi a mão? Quando eu tô utilizando antibiótico demais.”, alerta Murilo Mora de Assis.

O recado final é direto: desempenho não se sustenta com improviso. Em sistemas pressionados, proteger resultado exige construção. Começa na base, passa por biosseguridade, manejo, inteligência técnica e prevenção contínua. Na avicultura atual, apagar incêndio já não é estratégia. É sinal de que o planejamento chegou tarde.

Assista a entrevista completa: 

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