“Considerando-se a velocidade com que se reproduzem, o melhoramento genético em aves pode ser obtido com maior rapidez que o da maioria das espécies domésticas”, explica a nota.
Raça índio gigante é apresentada como boa opção de renda em Rondônia
Em Nova Brasilândia do Oeste o pintinho tem sido negociado por cerca de R$ 25,00 a R$ 50,00 reais e a dúzia de ovos pode ser comercializada por até R$ 120,00 reais.
A criação de galo índio gigante está vem sendo divulgada como uma boa opção de renda no estado de Rondônia. A ave foi tema central do programa Dia de Campo realizado pela Empresa Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (EMATER-RO)
O programa, que focou o tema melhoramento genético e criação de galo índio gigante, aconteceu na propriedade do criador Amaides Feliciano, no município de Nova Brasilândia do Oeste. Em nota divulgada à imprensa, a Emater destaca que a iniciativa trouxe grandes perspectivas para os interessados em criar essa espécie avícola.
Na propriedade de Nova Brasilândia há um criatório onde as aves podem pesar até oito quilos e ultrapassar um metro de altura. Um galo da raça índio gigante pode valer mais de R$ 10 mil e os ovos das galinhas são vendidos por até R$ 120,00 a dúzia.
Esse trabalho de melhoramento seria voltado para a produção de carcaças bem desenvolvidas, com menor percentagem de gordura e maior de carnes nobres (peito, coxa e sobrecoxa para as raças de corte ou maior capacidade de produção de ovos com alto valor nutritivo em animais de postura).
Amaides utiliza a inseminação artificial que, dependendo da raça das aves utilizadas, possibilita a obtenção de animais mestiços, ou a seleção de características desejáveis da raça existente. Segundo o criador, “os galos da raça índio gigante podem medir até 1,20 metros e pesar oito quilos com idade de sete a oito meses”.
O criador e um dos palestrantes do Dia de Campo, João Antônio Brito Farias, de Alta Floresta do Oeste, explicou que a raça índio gigante é uma das que contribui para o desenvolvimento sustentável da avicultura.
“Em um nicho específico, como o da linhagem das aves caipiras, o índio gigante chama atenção, por passar por um processo de criação orgânica, sem o uso de manipulações químicas”, disse.
Outro criador e também palestrante, Marcelo Correia de Oliveira, de Cujubim, complementou dizendo que as aves dessa raça são utilizadas no melhoramento do plantel de aves caipiras.
“A carne de aves caipiras possui sabor e textura diferenciados das carnes de aves encontradas nos supermercados e o sabor da carne da raça índio gigante é semelhante à essa carne da raça caipira”.
Outro fator importante é o valor comercial da linhagem. Um galo da raça índio gigante pode valer até R$ 10 mil e, em um encontro nacional que reuniu criadores da raça em Guareí, no interior de São Paulo, um animal de 11 meses, medindo 1,24 m de altura, foi arrematado em leilão por R$ 154 mil.
Em Nova Brasilândia do Oeste o pintinho tem sido negociado por cerca de R$ 25,00 a R$ 50,00 reais e a dúzia de ovos pode ser comercializada por até R$ 120,00 reais.
Com informações da Secretaria de Comunicação do Governo de Rondônia