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Seara transforma encontro com produtores em recado sobre confiança, biosseguridade e futuro da integração

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A abertura oficial da 1ª Feira Aves Seara, realizada nesta sexta-feira (26/6), em Arapongas (PR), abriu com o recado direto aos produtores integrados, de que o futuro da integração passa por confiança, transparência e disciplina sanitária. Criado para reunir produtores vinculados às operações da Seara no Paraná e em Mato Grosso do Sul, o encontro colocou lado a lado lideranças da companhia, autoridades e representantes da cadeia de proteína animal.

O tom da manhã foi de que a competitividade da avicultura brasileira não depende apenas de escala, tecnologia ou mercado externo. Depende também da relação cotidiana entre empresa e produtor dentro das propriedades.

Na abertura, Ivan Carlos Zechin, gerente regional de Agropecuária de Aves PR/MS da Seara, lembrou que a realização do evento vinha sendo discutida havia cerca de um ano e meio e precisou ser adiada diante do cenário de influenza aviária.

“Em especial a vocês, produtores: esse dia a gente pensou para vocês”, afirmou Zechin durante o agradecimento ao público presente.

 

Ivan Carlos Zechin, gerente regional de Agropecuária de Aves PR/MS da Seara

A fala deu o tom de um encontro que buscou transformar relacionamento em agenda estratégica. Para Zechin, a evolução da integração passa por uma dinâmica mais aberta entre os elos da cadeia, especialmente quando surgem problemas de rotina.

“Problema vai acontecer, faz parte dos negócios, mas vamos coloca-lo na mesa, discuti-lo, combinar soluções e trabalhar para resolver”, destacou o gerente regional de Agropecuária de Aves PR/MS da Seara. “É o melhor jeito para conseguirmos resolver as coisas”, completou.

Na sequência, Zechin associou transparência a confiança, dois pontos que apareceram como base da relação entre produtores, empresa, equipes técnicas e órgãos ligados à cadeia. Se a gente tem confiança entre produtor, empresa e todos os órgãos envolvidos, toda a cadeia funciona bem, e isso é o que faz a diferença”, destacou.

O Brasil que deu certo

José Antônio Ribas Junior, diretor-executivo de Agropecuária e CIEX da Seara/JBS, ampliou a leitura do encontro para o papel da proteína animal no desenvolvimento regional e na presença do Brasil no mercado internacional. Segundo ele, o evento foi pensado como um espaço para “trocar ideias” e falar de futuro nas cadeias de aves e suínos.

“Esse aqui é o Brasil que dá certo, gera riqueza, produz alimentos para mais de 150 países do mundo”, afirmou Ribas. “É o Brasil que, mesmo na pandemia, não parou e continuou produzindo”, completou.

O executivo também reforçou o vínculo entre a produção integrada e a interiorização do desenvolvimento econômico. “O Brasil que leva o desenvolvimento para longe das capitais e para longe do litoral começa pela mão de vocês”, afirmou. “A gente tem o maior orgulho de fazer esse trabalho com vocês”, completou Ribas.

José Antônio Ribas Junior, diretor-executivo de Agropecuária e CIEX da Seara/JBS

Ao tratar da liderança da companhia no mercado de frango, Ribas conectou volume, qualidade e rotina produtiva. Para ele, a posição alcançada pela cadeia não se explica apenas por capacidade industrial, mas pelo padrão construído todos os dias no campo.

“Ninguém chega à liderança produzindo produto ruim. Quem é o maior exportador de frango do mundo, com certeza, faz um frango muito bom”, afirmou o diretor-executivo de Agropecuária e CIEX da Seara/JBS.

Biosseguridade

A mensagem ganhou uma camada técnica com a fala de Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Em sua apresentação, Santin levou aos produtores dados sobre produção, exportação e perspectivas de crescimento da avicultura, mas o ponto mais forte foi a ligação direta entre liderança global e biosseguridade nas granjas.

“Biosseguridade não é uma ação. É um exercício diário”, afirmou Santin.

Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

O presidente da ABPA chamou atenção para cuidados simples, mas decisivos como controle de entrada nas granjas, troca de roupa, higiene, barreiras sanitárias e disciplina diante de visitas. Segundo Santin, mesmo uma autoridade, um amigo ou um visitante conhecido precisa respeitar o protocolo sanitário antes de entrar em uma unidade produtiva.

A fala de Santin deslocou a biosseguridade do campo das recomendações técnicas para o centro da competitividade. Em um setor exportador, uma falha localizada pode comprometer a imagem de toda a cadeia e afetar mercados distantes da propriedade onde o problema começou.

A abertura também contou com autoridades políticas e lideranças institucionais, entre elas o deputado federal Pedro Lupion, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que destacou o peso da proteína animal brasileira no exterior e os desafios comerciais e regulatórios enfrentados pelo setor.

No conjunto, a abertura da feira apresentou a integração como uma rede de confiança antes de ser apenas um modelo produtivo. A biosseguridade apareceu como rotina de proteção do negócio e o produtor integrado foi colocado no centro da força que sustenta a proteína animal brasileira.

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