Segundo o informativo, outras cerca de seis mil aves poderão ter o mesmo destino a qualquer momento, segundo Gildo Leite, que é proprietário do aviário Ovo Lélé, localizado em Oypembe, a seis quilômetros de Ondjiva, capital da província do Cunene.
Seca Severa mata mais de 15 mil galinhas no Sul de Angola
A estiagem que assola o Sul de Angola (África) provocou a morte de mais de 15 mil galinhas poedeiras, em […]
A estiagem que assola o Sul de Angola (África) provocou a morte de mais de 15 mil galinhas poedeiras, em apenas três horas do último sábado (5/10). A informação foi divulgada pelo site Angola 24 horas.
Até ao final da tarde de domingo, o número de aves mortas já ultrapassava 16 mil. Porém, não teria sido possível contabilizar a quantidade de aves sobreviventes pelo fato de as mesmas estrarem sob estresse.
“Tanto o empresário como os seus funcionários vivem momentos de angústia por se verem impossibilitados de evitar a morte dos animais, pois não têm como obter água”, destaca o site. “A única coisa que estão a fazer é retirar as galinhas mortas e pô-las num local apropriado”, completa.
Há mais de 20 dias a região enfrenta uma crise no fornecimento de água. Inicialmente, o abastecimento de água do aviário era garantido por dois poços existentes na propriedade, porém os mesmos secaram em fevereiro, dois meses depois de as primeiras aves chegarem ao aviário.
O proprietário da empresa recorreu, então, a caminhões pipa. Porém, há cerca de 15 dias a Central da Captação de Água e a rede de abastecimento que atendem a região foram avariadas pela população, que não tem água para atender a suas necessidades básicas.
Horas antes do incidente, o aviário produzia cerca de 23 mil ovos por dia. Financiado com recursos de um programa de estímulo ao agronegócio do governo, o referido aviário não pode ser adaptado para outras atividades.
As galinhas mortas dispostas durante a noite num local específico para serem incineradas, ou enterradas, foram levadas pelos populares da região no mesmo período. Cerca de 180 mil famílias que vivem na região enfrentam o problema de seca severa desde outubro de 2018.