A preocupação da Comissão Europeia é apurar a capacidade instalada em WGS para a análise dos principais patógenos de origem alimentar: Salmonella spp., E. coli (VTEC), Campylobacter spp., L. monocytogenes, Staphylococcus Coagulase Positive (incluindo Staphylococcus aureus), entre outros. E também para isolados resistentes aos antimicrobianos, de animais, gêneros alimentícios e ração, bem como suas amostras ambientais.
Segurança Alimentar: UE diagnostica realidade laboratorial da região
A EFSA (Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar) realizou um levantamento sobre a utilização do WGS (Sequenciamento de Genoma Completo), […]
A EFSA (Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar) realizou um levantamento sobre a utilização do WGS (Sequenciamento de Genoma Completo), pelos laboratórios de saúde pública e segurança alimentar da região. O levantamento foi realizado a partir de um questionário enviado às redes de laboratórios de 30 países da UE (União Europeia) e EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio).
O levantamento apurou que, apesar de utilizado em laboratórios de diferentes setores, incluindo saúde pública, segurança alimentar e laboratórios veterinários, tanto públicos quanto privados, o processo é realizado com prazos que variam nos diversos estados membros da UE e países associados (EFTA).
Até o final de 2016, todos os Laboratórios de Referência da UE (EURLs) afirmaram realizar algum tipo de atividades de WGS para os fins apontados na pesquisa. Também responderam positivamente, 44% dos Laboratórios Nacionais de Referência (NLRs) e 7% dos Laboratórios Oficiais (OLs).

EURLs / NRLs / OLs que realizam atividades de WGS
Desse total de laboratórios que respondeu positivamente, 12% estavam utilizando WGS rotineiramente para todos os isolados. Na maioria dos casos, o WGS foi aplicado apenas para tipificar um subconjunto de isolados e, em geral, aplicado em paralelo a outras técnicas.
Considerando a distribuição espacial, laboratórios de 17 dos 30 países que responderam ao questionário estavam realizando algum tipo de atividade de WGS quando a pesquisa foi realizada. Entre esses países, 15 são Estados-Membros da UE (Áustria, Bélgica, República Checa, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Países Baixos, Polônia, Eslovênia, Suécia e Reino Unido) e 2 são países associados (Islândia e Noruega).

Distribuição espacial de LNRs e OLs que executam atividades de WGS
As redes de EURLs para E. coli (incluindo VTEC), Salmonella spp. e L. monocytogenes foram as que apresentaram maior proporção de Laboratórios Nacionais de Referência realizando WGS. Foram quase 50% dos laboratórios pertencentes a cada uma dessas redes, seguidos pela Rede de Campylobacter spp.
Cerca de metade dos LNRs que não havia implementado o WGS, afirmou à época planejar fazê-lo dentro de dois a três anos. O baixo engajamento dos OLs, segundo a EFSA, deve-se ao fato de não executarem, necessariamente, a tipagem molecular.
Os principais motivos apontados pelos laboratórios para a não utilização do WGS foram a falta de capacidade, por razões financeiras ou técnicas, bem como a falta de conhecimento. Em alguns casos, a sua implementação não foi considerada uma prioridade, por não existirem requisitos oficiais para utilização de WGS para investigações oficiais.
O trabalho apontou para a necessidade de preparar as instituições públicas para lidar com diferentes tipos de dados a serem utilizados na vigilância e investigação de surtos. As informações apuradas irão orientar as instituições europeias na decisão dos próximos passos para apoiar a implementação do WGS. Um novo questionário para abordar a realidade da utilização dessa técnica em 2018 foi recentemente lançado pela Comissão Europeia.
Questionários
Os questionários foram construídos num trabalho conjunto entre a Comissão Europeia, a EFSA e os Laboratórios de Referência da União Europeia. A pesquisa foi estruturada em 4 seções:
- Questões gerais sobre o uso de WGS no laboratório.
- Projetos em andamento com a aplicação do WGS sobre microorganismos aos quais os laboratórios se dedicavam.
- A capacidade em WGS (terceirização / ‘in house’), que incluía perguntas sobre: objetivos, tipos digitados e outros métodos em execução em paralelo com o WGS; Métodos de laboratório (“laboratório molhado”); análise / ferramentas de bioinformática (“laboratório seco”);
- Uma seção geral sobre o interesse dos laboratórios em colaborar e obter apoio dos EURLs para as atividades do WGS.
Para acessar as informações completas sobre o levantamento, baixe o pdf.