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02 nov 2017

Setor avícola mexicano volta atenção para o TLCAN 2017

Para o presidente da UNA, César Quesada, existe o plano B: se o TLCAN for cancelado se abrirão oportunidades para fortalecer o setor pecuário mexicano.

Setor avícola mexicano volta atenção para o TLCAN 2017

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O presidente da União Nacional de Avicultores (UNA) e vice-presidente Pecuário do Conselho Nacional Agropecuário (CNA), César Quesada Macías, afirmou em nota que, apesar dos esforços das autoridades mexicanas, não será possível manter vigente o TLCAN e o cancelamento do acordo seria uma boa oportunidade para fortalecer o setor pecuário mexicano.

Na qualidade de presidente da União Nacional de Avicultores (UNA), afirmou que, diante da possibilidade de o TLCAN chegar ao fim, é vital o apoio das autoridades da Secretaria Econômica (SE) através da implementação de políticas públicas que gerem maior valor à cadeia produtiva.

A afirmação é feita com base no potencial que tem o país de aumentar sua produção nacional e consumo, conforme demonstrado na tabela a seguir:

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Mirada del sector avícola mexicano al TLCAN

Ele mencionou ainda que a utilização de cotas de importação deve ser uma estratégia complementar para equilibrar o mercado nacional.

Exemplificou que a Secretaria Econômica utilizou cotas unilaterais para a importação de: ovo em 2012, frango em 2013, peru em 2014 e em carne bovina em 2017.

O presidente da UNA, Quesada Macías, argumentou que uma medida de apoio ao setor pecuário mexicano de ovo, carne de frango, gado, suíno, peru, ovino e caprino, leite e mel, será a concessão de cotas de importação livres das tarifas para produtos dos segmentos anteriormente mencionados. Isso acontecerá de forma coordenada, programada e mediante consulta aos produtores nacionais.

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“Este mecanismo permitirá, por um lado, satisfazer a demanda por alimentos no mercado nacional, ao mesmo tempo que gerará segurança aos investimentos dos produtores no México”, acrescentou.

No mesmo cenário, uma medida adicional de apoio será que os casos de dumping, apresentados pelos produtores nacionais, sejam analisados e aplicados com prioridade, caso isso aconteça.

Macías informou também que o México ocupa o décimo primeiro lugar no ranking mundial de produção pecuária. De acordo com dados do CNA, o setor pecuário mexicano mantém um crescimento médio de 2.6% desde o início da operação do TLCAN (1994). Nesse período, a produção de carne bovina registrou um crescimento de 1,47% anual, a carne suína de 2,09%, a de frango 3,94%, a produção de ovos 2,94% e a produção de leite 2,1%.

Por outro lado, o presidente da UNA estimou que o valor da produção pecuária em 2016 oscilou nos 400 bilhões de pesos anuais. Em 2014 o valor de sua produção alcançou os 346 bilhões de pesos, no entanto, em 2015 superou os 382 bilhões de pesos.

Em conjunto, ele destacou a oferta de proteína de origem animal do México, que oscila em 22 milhões de toneladas anualmente. Nesse sentido, mostrou que durante 2016, o México produziu 3,2 milhões de toneladas de carne de frango, 2,7 milhões de toneladas de ovo, 1,8 milhões de toneladas de carne bovina, 11,7 milhões de litros de leite, 1,3 milhões de toneladas de carne suína e 55 mil toneladas de mel, mais cerca de 116 mil toneladas entre carne de peru, de caprino e ovino.

Macías pontuou que, no caso de ruptura do TLCAN, os desafios e oportunidades também se darão no campo mexicano, já que encorajará o fortalecimento da cadeia produtiva para abastecer o setor pecuário nacional.

“Devemos reconhecer que temos uma grande complementaridade com os Estados Unidos em matéria de fornecimento de insumos agrícolas destinados à fabricação de alimentos balanceados para os animais. Por exemplo, importamos desse país 98% do milho amarelo, 100% do sorgo, 100% da pasta de soja e 87%  grão de soja, o que significa uma importação de quase 19 milhões de toneladas, de um total de 31 milhões de toneladas de grãos forrageiros e oleaginosas consumidas pelo setor pecuário nacional, anualmente”.

O CNA participou ativamente das quatro reuniões de renegociação realizadas em busca da renovação do TLCAN.

Mirada del sector avícola mexicano al TLCAN

Mesa de Negociación del TLCAN

Para finalizar, o vice-presidente Pecuário do Conselho Nacional Agropecuário (CNA) e presidente da União Nacional de Avicultores (UNA) do México, César Quesada Macías, externou mais uma vez sua confiança de que as negociações para renovar o TLCAN, gerarão acordos positivos para os sectores agropecuários do México, Estados Unidos e Canadá.

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