06 abr

Peruzzo assinala tendências do SBSA 2018

Atrair maior número de técnicos e pesquisadores da América Latina é um dos objetivos dos organizadores do Simpósio Brasil Sul de Avicultura para 2018.

Peruzzo assinala tendências do SBSA 2018

Luis Carlos Peruzzo, presidente do Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas de Santa Catarina (Nucleovet), atendeu a equipe da aviNews Brasil na tarde desta quarta-feira (5/4). A entrevista foi concedida durante o segundo dia do XVIII Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), quando Peruzzo comentou sobre o sucesso de participantes no evento e a tendência dos temas a serem abordados na edição de 2018. Confira a entrevista exclusiva do presidente do Nucleovet à aviNews Brasil:

AN – Nós estamos na 18ª edição do Simpósio Brasil Sul de Avicultura. Como o senhor avalia essa história de promoção de conhecimento? Qual o grande avanço percebido pelo senhor hoje, em relação à 1ª edição?

Peruzzo – Na verdade o evento vem acompanhando o avanço do setor. Porque a gente evoluiu muito tecnicamente, no acúmulo de conhecimentos, na identificação das necessidades da agroindústria, das demandas da cadeia produtiva, nas questões sanitárias e nutricionais. Acompanhamos a evolução do setor e o Brasil hoje ocupa a posição de maior exportador mundial de carne de frango, com um volume de produção muito significativo. O evento não só acompanhou esse desenvolvimento como, de certa forma, até antecipou tendências e movimentos do setor.

AN – Temos a informação de que o Simpósio bateu recorde de público na atual edição, com mais de mil inscritos. Qual o perfil desse público, de onde ele vem e a que o senhor reputa esse sucesso de audiência?

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Peruzzo – O nosso público, nas primeiras edições, era basicamente formado pelos técnicos das agroindústrias locais. Porque a ideia era trazer o conhecimento até as pessoas daqui, já que Chapecó, como uma cidade do interior do país, tinha pouco acesso aos palestrantes e a esse conhecimento. À medida que o Simpósio foi crescendo tecnicamente, os profissionais da região sul, que concentra boa parte da produção brasileira, e do País todo, passaram a participar do evento. Com o passar do tempo, passamos a ter a presença de colegas da América Latina, da América Central. A vinda dos palestrantes dos Estados Unidos, da Europa, China, Índia, México atrai o público, que tem a oportunidade de conhecer a importância e seriedade do nosso evento, assim como a importância da nossa região para a cadeia produtiva. O link entre a agroindústria, os setores técnicos e as empresas é muito responsável por esse sucesso. Nós temos mais de 70 companhias mundiais como patrocinadores, que nos dão um suporte muito grande para a realização desse Simpósio, que se tornou o maior evento técnico da América Latina.

Peruzzo – Por incrível que pareça, há seis meses, antes de tudo o que aconteceu e está acontecendo, a gente já tinha na pauta o tema Sanidade e Influenza; Inspeção, Legislação, Condenações e Qualidade de Carcaça, que são temas extremamente pertinentes para o setor. E a esses grandes focos, a gente agrega as questões de nutrição, genética, gestão de pessoal e conseguimos contemplar bem as demandas e as necessidades do setor.

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AN – Quais são os critérios adotados para a construção dessa pauta?

Peruzzo – Todos os colegas que trabalham voluntariamente para o Nucleovet, que são responsáveis pelo evento, estão presentes em todas essas empresas tanto da agroindústria como do setor de fornecedores, e nos trazem as necessidades percebidas no dia a dia do funcionamento do setor. Além disso, na retirada da certificação, os próprios participantes dos nossos Simpósios já fazem sugestões de temas para a próxima edição. Então, definimos uma temática junto com a Comissão Científica e, só a partir disso é que começamos a ver quais serão as pessoas que poderão vir abordar os respectivos assuntos no evento. Então, o próximo evento já está sendo pensado hoje.

AN – E qual a tendência para a pauta da próxima edição do Simpósio?

Peruzzo – Temos algumas tendências sim que ainda vamos condensar com a Comissão Científica, mas há indicações para discussões sobre a prevenção do patrimônio sanitário que nós temos. Outra temática muito em voga é o bem-estar animal, não temos como não tratar disso, e a retirada dos antimicrobianos também é um assunto muito pertinente. Esses são os três principais assuntos que estão sendo cogitados.

AN – Você falou sobre manutenção de patrimônio sanitário. Esse é o principal desafio sanitário do Brasil? Como o país tem enfrentado os desafios sanitários?

Peruzzo – A questão das nossas fronteiras é muito forte, precisamos ter algumas delimitações muito claras disso. A própria estrutura de fiscalização e controle, que hoje está em discussão, mas vai continuar. Temos questões envolvendo genética, enfim, temos um panorama bem amplo que envolve muitos setores entre pesquisa, instituições estatais, agroindústrias e ainda o movimento dos técnicos propriamente ditos. Então, são grandes desafios para podermos manter o nosso patrimônio sanitário.

NA – Quais os desafios da avicultura brasileira para os próximos anos?

Peruzzo – O grande desafio da avicultura brasileira é parar de perder competitividade. Já fomos um país com uma competitividade muito maior na avicultura. As nossas vantagens competitivas eram muito maiores. E nós estamos perdendo essas vantagens competitivas por problemas de logística, de infraestrutura. A gente sabe produzir, temos sanidade, mão-de-obra, temos grãos. O que precisamos, realmente, é que o Brasil melhore sua infraestrutura de logística para que possamos escoar a produção do país com mais eficiência. O custo de logística hoje tira a nossa vantagem competitiva.

AN – Qual sua avaliação a respeito do XVIII Simpósio Brasil Sul de Avicultura?

Peruzzo – Temos uma avaliação muito otimista, estamos felizes e realizados porque superamos todas as edições em termos de número de inscritos para o Simpósio. O número de participantes da Feira (IX Poultry Fair) também bateu recorde, a estrutura que montamos está sendo bastante elogiada por todos. E temos um feedback de fidelidade de quase 100% dos nossos participantes, já garantindo vaga para o próximo ano. Então, a nossa sensação é do dever cumprido, realização e agradecimento a todos os colegas que se dedicam a esse trabalho voluntário.

E a nossa expectativa, com a audiência da aviNews, é podermos chegar a mais colegas da América Latina. A grande parcela da produção mundial está concentrada nessa região do País e essa integração é muito importante para podermos mostrar o que o Brasil está fazendo e trocar experiências com nossos hermanos.

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