28 nov 2024

Técnica para a vacinação in ovo nos incubatórios

Como combinar as variáveis de proteção e eclosão na injeção da vacina in ovo e evitar os riscos de injetar em estágio demasiadamente precoce

Técnica para a vacinação in ovo nos incubatórios | Por: José Fernando Truzzi e Edson Ploncoski*

A imunidade precoce contra vírus como o da doença de Marek é um dos maiores benefícios da injeção in Ovo. No entanto, essa precocidade tem limitações, já que não é possível ter todos os embriões no mesmo estágio de desenvolvimento no momento da injeção, como seria ideal.

  • Algumas variáveis como linhagem, idade do lote da reprodutora, fertilidade, dias de estoque, tipo de equipamento, podem influenciar no desenvolvimento embrionário e precisam ser levadas em conta quando planejamos uma incubação.

A adoção de equipamentos de incubação de estágio único vem aumentando, pois eles permitem o desenvolvimento mais uniforme dos embriões. Contudo, é preciso levar em conta as variáveis citadas acima para evitar uma influência negativa no desenvolvimento uniforme dos embriões, o que pode gerar impactos no momento da transferência e/ou eclosão.

  • Todo o manejo a ser realizado no processo de incubação deve ser feito de modo que no momento que definirmos a idade de injeção, dentro de uma faixa específica de tempo de incubação, a população (carga de ovos a serem injetados na incubadora) esteja no mesmo estágio embrionário de desenvolvimento, dentro dos limites mínimos necessários.

Quando buscamos o benefício da imunidade precoce, devemos injetar os embriões que superaram o estágio mínimo de injeção in Ovo. Assim, mantemos condições controladas e ideais de desenvolvimento dentro do nascedouro enquanto a imunidade se desenvolve.

Para evitar os riscos da injeção em estágio demasiadamente precoce, procuramos injetar embriões próximo aos 19 dias de incubação, quando certamente todos estarão no estágio adequado de injeção, independente dos fatores que determinam desuniformidade. Nesse caso, é preciso controlar o desenvolvimento dos embriões, indicado pelo percentual de bicagem externa, que deve ser de no máximo 1%.

A dose vacinal que chega ao embrião ou ao pinto de um dia deve ser quantitativa e qualitativamente a mesma que se encontra no bag de vacina preparada. Isso é uma das premissas de uma boa vacinação.

Essa premissa é absolutamente realizada quando o sistema de injeção in ovo Embrex deposita delicadamente a vacina dentro do ovo, garantindo que os componentes da dose vacinal se mantenham intactos e que não haja lesão das estruturas embrionárias ou do próprio embrião.

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Considerando as frações vacinais possíveis na injeção in ovo, o foco se volta para o vírus da vacina contra a doença de Marek devido a sua característica de fragilidade e possibilidade de perda durante o processo. Assim o sistema in ovo Embrex deposita cuidadosamente a vacina nas estruturas delicadas do embrião, sem pressão demasiada no circuito percorrido pela vacina.

É possível fazer uma comparação com a aplicação subcutânea por meio das vacinadoras pneumáticas manuais. Quando os sensores de uma vacinadora manual são acionados, se não houver um obstáculo à frente da agulha, que normalmente seria um pinto, a dose vacinal disparada por ela percorrerá uma distância aproximada de quatro ou cinco metros, devido à pressão exercida pelo êmbolo da seringa sobre a dose vacinal. Essa pressão determina a perda qualitativa da vacina com o rompimento de fibroblastos que contêm o vírus vacinal, expondo-o precocemente aos mecanismos inatos de defesa do embrião.

*José Fernando Truzzi e Edson Ploncoski, médicos-veterinários, da divisão de Aves da Zoetis

Fonte: Assessoria de Imprensa Zoetis Brasil

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