
HIGHLIGHTS – DESTAQUES



| As melhorias advindas da genética, nutrição, sanidade e manejos estão proporcionando cada vez mais um menor ciclo de vida produtiva do frango, e com isso mais importância e responsabilidades são direcionadas aos manejos de alojamentos e de 1ª semana. |



| Existem reflexos de variabilidade fisiológicas dentro das fases produtivas de ovos pelas matrizes como, a densidade dos ovos e espessura da casca que indiretamente provocam heterogeneidade no desenvolvimento embrionário, visto que ovos de casca mais espessa apresentam menor condutância aos gases vitais ao desenvolvimento e à temperatura (menor dissipação, aceleração do metabolismo e nascimento dessincronizado) com influência na janela de nascimento, e consequentemente na hidratação dos pintinhos e na taxa de mortalidade que é frequentemente maior para pintinhos nascidos de ovos pequenos, especialmente os de matrizes muito jovens. |



Na Figura 1, as matrizes novas são consideradas entre 25 a 30 semanas de produção, é uma fase crítica principalmente entre as três primeiras semanas, tem-se mais incidência de ovos na cama e consequentemente mais contaminações, e por terem a casca mais espessas acabam necessitando valores de temperatura diferenciadas no incubatório, com maiores efeitos da janela de nascimento.





O pico de produção ocorre de forma independente com o pico da massa do ovo, dessa forma a necessidade de requerimentos nutricionais devem continuar em alerta após o pico de produção para suprir a necessidade de demanda para maior volume de massa de ovos.



A Figura 1 exibe dois momentos tracejados que teremos impactos dessa variabilidade natural. Sempre teremos alojamentos de pintinhos de corte com efeitos fisiológicos e erros pontuais das cadeias anteriores (matrizes e incubatórios), e para minimizar os efeitos impactantes, é essencial termos técnicos de fomento preparados e produtores treinados e orientados para calcular os efeitos da boa assistência e prolongada aos pintinhos nas granjas de frangos de corte.

E nas granjas de frangos de corte quais principais manejos deverão ter maior atenção para minimizar os efeitos fisiológicos e erros pontuais das cadeias anteriores? – matrizes e incubatórios.

Exemplos de manejos executáveis e mensuráveis no alojamento:





Quais as práticas de manejo no aviário durante alojamento que são mais impactantes no desempenho zootécnico e na qualidade intestinal dos pintinhos na primeira semana de vida?

TEMPERATURA DE CAMA E AMBIENTE

A temperatura corporal do pintinho é em torno de 40,5°C e alojamentos sobre camas com temperaturas abaixo de 32°C, e com pintinhos com baixo peso corporal (menor que 40g) e/ou oriundos de matrizes jovens, tendem a perder calor por condução, e a troca térmica entre superfícies (cama/ave) será de perdas da ave para a cama.
| Pintinhos menores necessitam de temperaturas ambientes mais altas no alojamento, em média 1°C acima do padrão da linhagem, e deve ser levado em consideração a % de umidade relativa do ar presente dentro da área alojada. |
HIDRATAÇÃO
Um dos manejos que tem que ser realizado com maior precisão, é o fornecimento de água de bebida imediatamente ao alojamento. Fornecimento à vontade e fácil acesso (altura do bico de nipple) sem desperdícios sobre a cama de uma água limpa, fresca e de boa qualidade física, química e microbiológica o tempo todo.

| Uma das maiores falhas de alojamento é não hidratar imediatamente os pintinhos logo após o descarregamento na granja, e ainda fornecer uma água de bebida fora da temperatura ideal preconizada pelas linhagens que varia entre 10 a 18°C. |
A Figura 3 exibe uma % de aves que podem sofrer desidratação e a necessidade de hidratá-las imediatamente. O exemplo abaixo mostra que 25% dos pintinhos eclodem 24 horas antes do saque e podem totalizar um período médio de até 32 a 36 horas sem acesso água, e podendo resultar em menor taxa de crescimento (principalmente dos órgãos internos) e maior mortalidade. A falta de consumo de água fará com que as aves consumam pouca ração (só come porque bebe) e acabem desidratadas.

QUALIDADE DO AR

São contaminantes que:
| A solução para manter uma qualidade de ar em limites convenientes à boa produtividade está em ter uma % de umidade desejada na cama (menor que 25%) e taxas de ventilação mínima que renovam o ambiente com ar novo e retira o ar viciado, sem afetar a sensação térmica. |
DEMORA OU DIFICULDADE DO ACESSO À RAÇÃO
É importante garantir o acesso à ração pelas aves no alojamento o mais rápido possível, lembrando que só come porque bebe (hidratar bem antes).
A energia de mantença requerida para o pintinho nas primeiras 24h tem sido estimado em aproximadamente 11 kcal, levando em consideração que todo o conteúdo residual do saco vitelino liberado nas primeiras 24h seja usado somente como fonte de energia com 100% de eficiência, teríamos apenas 9,4 kcal.
Dessa forma, sem suprimento adicional de nutrientes o pintinho poderá entrar em imbalanço de energia menos que 24 horas e certamente perderá peso.

A correção é fornecer com disponibilidade e acessos fácil da ração em comedouros com quantidades que respeitam a correlação número de aves por equipamentos dentro da área de alojamento. Outra prática eficiente é o estímulo de consumo com uso de papel Kraft alinhado do lado das linhas de bebedouros nipple.
USO DE PAPEL KRAFT OBSERVAÇÃO DE CAMPO
(Antonio Carlos Pedroso, 2018)




| Sempre teremos pintinhos com qualidade variada por influência fisiológica das matrizes novas e velhas e por erros pontuais durante todas as fases produtivas até formação do pintinho. A diferença em buscar resultados superiores para estas condições está na proatividade das equipes do fomento e de produtores em seguir as padronizações dos manejos em uma amplitude de tolerância mínima e máxima que percorra dentro das faixas aceitáveis, a qual ocorrerá à máxima expressão de desempenho zootécnico. |

Referências bibliográficas sob consulta junto aos autores.
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