A Comissão do Código trabalha em conjunto com outras comissões, também levando em conta a opinião e demandas dos países membros da OIE.
Veterinário gaúcho é eleito para Comissão Especializada da OIE
O médico veterinário gaúcho, Bernardo Todeschini, foi eleito um dos seis membros da Comissão do Código Sanitário Terrestre da OIE (Organização Mundial de Saúde […]
O médico veterinário gaúcho, Bernardo Todeschini, foi eleito um dos seis membros da Comissão do Código Sanitário Terrestre da OIE (Organização Mundial de Saúde Animal). A eleição de Todeschini, que é auditor fiscal federal agropecuário e superintendente federal do Ministério da Agricultura no Rio Grande do Sul, se deu durante a última Reunião Geral da OIE, em Paris, no dia 25/5.
O Código Sanitário Terrestre contém normas para o comércio de animais terrestres e produtos de origem animal e para reconhecimento internacional de status sanitário, além de diretrizes para o controle e erradicação de doenças. Segundo Todeschini, a missão do grupo é “trabalhar na revisão dos textos do código, sua atualização com o progresso científico, bem como diretrizes de outros organismos internacionais“.
Para integrar a Comissão do Código Terrestre, os candidatos precisam ser médicos veterinários que possuam amplo conhecimento das principais enfermidades dos animais, com experiência e competência em aspectos zoossanitários do comércio internacional de produtos de origem animal.
A escolha é feita por um processo seletivo aberto em nível mundial, que é concluído com uma votação direta, com participação de delegados dos 181 países-membros da OIE. Também integram a comissão os médicos veterinários Ethienne Bonbon (França), Gaston Funes (Argentina), Masatsugu Okita (Japão), Lúcio Carbajo Goni (Espanha) e Salah Hammami (Tunísia).
Bernardo Todeschini é graduado em Medicina Veterinária pela UFRS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e mestre em Medicina Veterinária Preventiva pela mesma universidade. É auditor fiscal federal agropecuário do Ministério da Agricultura desde 2002, onde fez sua carreira na área de saúde animal, sendo superintendente do órgão no Rio Grande do Sul desde 2017.
Atuou como pesquisador convidado na Universidade de New England, Austrália, desenvolvendo estudos na área de alianças estratégicas em saúde animal. Atuou também na Universidade de Aarhus, Dinamarca, onde desenvolveu estudos relacionados regulamentação do comércio internacional de produtos agropecuários no âmbito da Organização Mundial do Comércio.
Trabalhou por três anos na sede da OIE em Paris, França, onde atuou no Departamento Técnico Cientifico. Outro brasileiro, o professor Vitor Picão Gonçalves, da Universidade de Brasília, foi indicado para atuar na Comissão Científica de Enfermidades dos Animais Terrestres.
Segundo o presidente do Fundesa (Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária), Rogério Kerber, os dois profissionais têm estreitas relações com o Fundo, contribuindo de forma importante para as discussões e trabalhos sobre sanidade animal. “Nos alegra que duas personalidades com as quais o Fundesa se relaciona tenham esse reconhecimento internacional“, afirma Kerber.
Com informações da Assessoria de Imprensa do Fundesa