O interesse comercial do Chile pelo produto brasileiro foi manifestado ao MAPA em junho do ano passado. Com a emissão do certificado, o mercado chileno está aberto. Portanto, os embarques agora dependem das negociações entre importadores e exportadores.
Chile autoriza importação de ovos brasileiros
O mercado chileno está aberto às importações de ovos e seus derivados, após a aprovação do Certificado Internacional de Saúde para as exportações brasileiras.
O Chile autorizou a importação de ovos e seus derivados do Brasil. O anúncio foi feito pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que sinalizou que a autoridade agrícola do Chile aprovou o modelo proposto pelo Certificado Sanitário Internacional (CSI) para exportação deste produto brasileiro.
De acordo com a Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, a abertura deste mercado representa uma nova oportunidade para o setor produtivo brasileiro. Isto se deve ao fato de o Chile importar, ao ano, mais de US$ 6 milhões em ovos e seus derivados.
O ano de 2017 deverá continuar favorável para o consumo de ovos no Brasil. Segundo os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), com a lenta recuperação da economia, o poder adquisitivo do Brasil não devería crescer de maneira significativa, o que favorece a demanda por ovos como uma opção de proteína de baixo custo.
Por outro lado, de acordo com estimativas da Asociação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações de ovos deverão aumentar em 3% este ano. O produto brasileiro vem ganhando terreno no mercado internacional, especialmente devido aos problemas de sanidade, já que no Brasil não há registro de casos de influenza aviária como ocorre em muitos países.
De acordo com a ABPA, para atender a demanda interna e externa, a produção de ovos deve crescer 2% este ano. Se o setor produtivo for capaz de sustentar os preços de venda nos níveis de 2016, sem exceder o aumento da produção, a margem do avicultor de postura pode ser ainda melhorada, uma vez que os preços do milho, principal insumo do setor, devem permanecer bem abaixo dos níveis registrados em 2016.