Durante o encontro o presidente anunciou maior rigor na fiscalização dos frigoríficos do país. “Quero fazer um comunicado de que decidimos acelerar o processo de auditoria nos estabelecimentos citados na investigação da Polícia Federal”, afirmou Temer, conforme divulgado pela Agência Brasil.
21 frigoríficos brasileiros estão sob regime especial de fiscalização
Anúncio foi feito pelo presidente Michel Temer a 40 embaixadores de países importadores da carne brasileira.
Em reunião reunião com 40 embaixadores de países importadores da carne brasileira, o Presidente da República, Michel Temer, anunciou que os 21 frigoríficos envolvidos na Operação Carne Fraca da Polícia Federal (PF) estão sob regime especial de fiscalização. O encontro, que aconteceu na tarde do último dia 19/3 foi seguido de um jantar numa churrascaria em Brasília como forma de demonstração de confiança na qualidade da carne produzida no país.
A lista dos 21 frigoríficos envolvidos na Operação “Carne Fraca” foi divulgada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). A divulgação atende a uma promessa feita pelo Ministro Blairo Maggi em entrevista coletiva concedida na tarde de 19/3.
Importações
De acordo com o ministro, seis dos 21 frigoríficos investigados pela Carne Fraca exportaram produtos nos últimos 60 dias. Blairo Maggi informou ainda que a China foi o único mercado a fazer comunicado oficial ao governo brasileiro solicitando explicações sobre a Operação “Carne Fraca”.
Até receber as informações, a China não desembarcará as carnes importadas do Brasil. Ainda na noite desta segunda-feira, o ministro Blairo Maggi terá uma videoconferência com autoridades chinesas para prestar esclarecimentos. O Ministro também concede nova entrevista coletiva à imprensa para fazer um balanço sobre a situação das carnes brasileiras, em decorrência da investigação.
“Acho absolutamente natural que os países façam isso, estaremos prontos a responder a todos os países que se manifestarem. Temos que ser o mais transparentes possíveis nesse processo, dando as informações, de imediato, para que não restem dúvidas sobre a lisura do processo que o Brasil tem”, afirmou o Ministro em entrevista coletiva na tarde de 19/3.
Interdições, Auditorias e Exonerações
Segundo nota oficial assinada pelo secretário de Defesa Agropecuária do MAPA, Luis Rangel, no dia 17/3 foram interditados os estabelecimentos BRF S.A. (Mineiros – GO), Peccin Agro Industrial, (Curitiba – PR); e Peccin Agro Industrial (Jaraguá do Sul – SC). O órgão também designou equipes de auditorias para apurar irregularidades nos outros 18 estabelecimentos citados na operação.
“Serão realizadas coletas de amostras para envio à rede oficial de laboratórios do MAPA, com especial atenção aos produtos apontados nas investigações”, explica Luis Rangel. O Secretário também cita a abertura de processo de sindicância “quanto às supostas práticas irregulares cometidas pelos servidores e a exoneração dos servidores e demais ocupantes de funções de chefia citados na Operação”.
Conforme publicado no Diário Oficial da União (DOU) de 20/3, o MAPA exonerou os superintendentes federais de Agricultura, Pecuária e Abastecimento dos Estados do Paraná e Goiás. Também vieram publicadas no mesmo Diário Oficial, outras nove portarias com a dispensa de servidores que exerciam funções gratificadas no âmbito do Ministério no Paraná, Goiás e Minas Gerais, todos supostamente envolvidos nas irregularidades investigadas. As exonerações deverão atingir os 33 nomes envolvidos no escândalo, segundo anunciou em 17/3, o Secretário Executivo do MAPA, Eumar Novacki.