AMEAÇA
ACAV aprova rigor na prevenção da gripe aviária
Dentre as medidas da IN 8 está a proibição de alojamento de novas aves em galpões de corte ou produção de ovos que não possuírem tela de isolamento.
Em nota divulgada à imprensa, o presidente da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), José Antônio Ribas Júnior, destaca considerar necessária e apropriada a publicação da Instrução Normativa nº 8 pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Publicada no último mês de março, a regra reforça as medidas de biossegurança nos estabelecimentos avícolas brasileiros e ajuda a prevenir a entrada da influenza aviária.
“Um episódio como este seria desastroso para a economia catarinense e brasileira por longo período”, adverte Ribas. Dentre as medidas da IN 8 está a proibição de alojamento de novas aves em galpões de corte ou produção de ovos que não possuírem tela de isolamento.
Aos produtores foi dado um prazo de 540 dias, a partir da publicação da norma, para se adequarem às novas regras. As telas nos estabelecimentos são fundamentais, pois impedem o contato dos animais da produção com pássaros silvestres, que podem ser portadores da doença.
” A medida é uma alternativa eficaz de prevenção à enfermidade”, salienta o presidente. Também ficará proibido o alojamento de novas aves em estabelecimentos avícolas que não apresentarem requerimento de registro na Secretaria de Defesa Estadual, no prazo de 365 dias.
A instrução – de cuja elaboração a ACAV participou – foi publicada devido ao aumento contínuo de casos de gripe aviária ao redor do mundo. O Brasil é o único grande exportador mundial de carne de frango que nunca registrou casos de influenza aviária.
O dirigente lembra que desde 2002 o mundo vive sob a ameaça da influenza aviária. Observa que as agroindústrias e seus sistemas de produção evoluíram nas ações preventivas, mas mesmo assim, a ameaça é crescente. Assinala que a cooperação entre indústrias avícolas, criadores de aves, governo e centros de pesquisa contribui para blindar a avicultura brasileira e catarinense contra a doença.
Ribas Júnior mostra que somente a soma de esforços de todos os agentes é que resultará em sucesso porque, das ações preventivas até as ações de erradicação, é necessária a cooperação de todos. “Precisamos proteger as propriedades, cumprindo os procedimentos de segurança, vigilantes nas movimentações de animais, pesquisando riscos e estratégias de atuação, estruturando monitorias e alinhando os planos de contingência. Importante saber que temos legislação sobre este tema e todos devem se adequar as Instruções Normativas (INs) que o MAPA tem implementado. Por exemplo, de imediato e prático, todos os produtores devem garantir o registro de suas granjas, conforme as INs preconizam.”
O presidente da ACAV enfatiza que o programa brasileiro de compartimentalização é seguro, competente e pioneiro. “Temos aqui os primeiros processos de produção certificados em compartimentalização. Este conceito ajuda a ampliarmos as barreiras a qualquer evento sanitário. Não é um processo simples, não é rápido, e há custos adicionais envolvidos, mas estamos trabalhando para agregar benefícios, “ conclui.