Faturamento
Amazonas terá primeiro abatedouro de aves
Ao funcionar, provavelmente em 90 dias, o Abatedouro Miyamoto irá colocar no mercado cinco mil aves resfriadas por dia, volume ainda inferior à capacidade de consumo de Manaus, capital do Amazonas.
O Amazonas caminha para inaugurar o primeiro abatedouro de aves do estado em fevereiro de 2018. A informação foi divulgada no último dia 30/11 pela assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror).
Um grupo de empresários e técnicos agrícolas, encabeçado pelo secretário de Estado da Produção Rural (Sepror), José Aparecido dos Santos, esteve no local vistoriando as obras. O estabelecimento terá capacidade inicial para o abate de seis mil frangos, mas pode ganhar maior escala de acordo com a demanda do mercado.
As obras do Abatedouro Miyamoto estão em fase de adequação a regras sanitárias e deve atender a todos os criadores da Região Metropolitana de Manaus (RMM).
“É muito promissora essa iniciativa. Isso vai gerar riqueza para o nosso estado. Empregos, preços, renovação dos animais de postura“, afirmou o titular da Sepror, José Aparecido.
Anualmente, o faturamento da indústria de ovos no Amazonas gira em torno de R$ 250 milhões. No entanto, os representantes do setor afirmam que a avicultura é fundamental não apenas pelas aves e ovos, mas também pelos subprodutos, como o esterco, que é utilizado em culturas de verduras e legumes e tem a tonelada vendida a R$ 260,00(duzentos e sessenta reais).
“Em outras palavras, a avicultura não é importante apenas pelas aves e ovos. Nosso trabalho é fundamental para outras culturas, comércio, social e saúde, por exemplo.”, afirma Kunyá Takano , Presidente da Associação Amazonense de Avicultura.
O Estado ocupa hoje a 28a posição no ranking dos estados brasileiros que mais consomem carne de frango.
Início em 90 dias
Ao funcionar, provavelmente em 90 dias, o Abatedouro Miyamoto irá colocar no mercado cinco mil aves resfriadas por dia. Trata-se de um volume considerável, porém, menor que a necessidade da capital amazonense, Manaus.
“Além do mercado comercial, temos os consumidores institucionais, como a Polícia Militar, diversas secretarias e empresas estatais. Acreditamos que a nossa capacidade será aumentada em pouco tempo é o maior beneficiário é a população“, assegura Márcio Miyamoto, empresário investidor.
Necessidade
Paralelamente ao início do funcionamento do primeiro abatedouro de aves do Amazonas, os avicultores amazonenses buscam intermediação do Governo do Estado junto ao Governo Federal para que, institucionalmente, sejam garantidos os insumos para a produção de ração, como é o caso de milho e farelo de soja, produzidos em alta escala no centro oeste brasileiro.
“Não precisamos de subsídio, de doação ou coisas semelhantes. Nós queremos comprar e precisamos ter prioridade em parte da produção deles, para não parecermos como estamos atualmente, sem encontrar os produtos para aquisição”, explicou Munir Lourenço, presidente da Federação da Agricultura do Amazonas (Faea).
Com informações da Assessoria de Imprensa do Governo do Estado do Amazonas