Apesar de mais barata, carne de frango não ganha competitividade
A já restrita oferta de ovos, resultante da demanda aquecida e do clima mais ameno das últimas semanas, não tem sido suficiente para impulsionar os preços
Conforme divulgado na última sexta-feira (23/6) pelo CEPEA-Esalq, mesmo com as recentes baixas nas cotações do frango, as desvalorizações das carnes suína e bovina não têm permitido ganhos de competitividade para a proteína avícola. Conforme colaboradores do Cepea, os cenários político e econômico no Brasil têm pressionado os valores de produtos de todo o setor pecuário.
Na cadeia de frango, especificamente, agentes têm buscado ajustar a oferta à demanda, estratégia favorecida pelo ciclo de produção mais curto. Isso não chega a dar suporte ou permitir alta significativa nos preços, mas tem ajudado a conter as quedas.
Na parcial deste mês (até 22/6), o frango inteiro resfriado negociado no atacado da Grande São Paulo se desvalorizou 2,5%, enquanto as cotações da carcaça especial suína e da carcaça casada bovina recuaram 8,2% e 2,5%, respectivamente.
O início do inverno, no último dia 21/6, deixou avicultores de postura em alerta, já que baixas temperaturas podem reduzir a produção de ovos. Conforme agentes do setor consultados pelo Cepea, a produção diminuiu 8% na última semana.
No entanto, a já restrita oferta de ovos, resultante da demanda aquecida e do clima mais ameno das últimas semanas, não tem sido suficiente para impulsionar os preços significativamente, visto que a procura pelo produto costuma diminuir na segunda quinzena do mês.
Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br