A indústria avícola do Brasil, maior exportador de carne de frango do mundo, pode entrar em colapso se o 1,2 milhão de aves matrizes, que são peça-chave para a criação, forem abatidas, disse Maggi. Poderá levar 2 anos e meio para o setor se recuperar se isso acontecer, ele acrescentou.
Avicultura brasileira pode levar mais de 2 anos para se recuperar
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A avicultura brasileira precisará sacrificar 24 milhões de aves por dia a partir de quinta-feira (31/5) se os fornecedores não conseguirem levar ração às granjas em razão dos protestos de caminhoneiros, segundo ministro da Agricultura, Blairo Maggi. A informação foi divulgada na tarde dessa quarta-feira (30/5) pela Reuters, segundo quem, Maggi afirmou ainda que o governo terá de socorrer os produtores mais afetados.
“Se nós perdermos essas aves, nós perdemos toda a capacidade de recuperação”, disse Maggi a repórteres. “Estou muito preocupado.”
Os protestos de caminhoneiros contra a alta do diesel estrangularam o país, que é a maior economia da América Latina, por mais de uma semana, levando a desabastecimento de combustível e alimentos e pressionando todo tipo de exportação, de soja a carne e carros.
A indústria de carnes já estima uma perda de 1,3 bilhão de reais em decorrência da greve, disse Maggi.
Ele avalia que cerca de 64 milhões de aves já foram mortas, um volume um pouco abaixo do considerado pela indústria, de mais de 70 milhões. O Brasil tinha por volta de 1 bilhão de aves antes da greve.
Alguns produtores perderam seu capital de trabalho e precisarão de assistência financeira, acrescentou o ministro. Conforme Maggi, o governo ajudará essa cadeia produtiva adiando gastos em outros setores.
Retomada das Atividades
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) destaca que, até as 17h desta quarta-feira (30/5), empresas do setor informaram o reinício das atividades parcial e gradativamente de 46 unidades produtoras de aves, ovos e suínos pelo país.
Com a ação das forças policiais militares e do Exército, grande parte do abastecimento de ração foi retomado em diversos polos produtivos. As exportações seguem paralisadas nos portos.
Alguns pontos de bloqueio persistem, impedindo o trânsito de cargas frigoríficas e ração. Ainda são relatadas situações de agressividade por parte de manifestantes contra os caminhoneiros que querem deixar os pontos de paralisação.
De qualquer forma, há confiança de que, em breve, as cargas de aves, rações e caminhões frigoríficos consigam transitar normalmente.
Com informações da Reuters e da Assessoria de Imprensa da ABPA