“A China necessitará cobrir esse vácuo e não há carne suína suficiente no mundo para isso”, afirmou o diretor-executivo da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), Ricardo, Santin, em entrevista coletiva concedida em dezembro de 2018. “Então, esse é um espaço que deverá ser ocupado pelas carnes bovina e de aves”, completa.
BRF, JBS e Mafrig lideram em dia de máxima histórica do Ibovespa
Os frigoríficos BRF, JBS e Mafrig lideraram entre as maiores altas nesta segunda-feira (18/3), dia em que o Ibovespa superou […]
Os frigoríficos BRF, JBS e Mafrig lideraram entre as maiores altas nesta segunda-feira (18/3), dia em que o Ibovespa superou a máxima histórica dos 100 mil pontos, fechando com alta de 0,86%. Isso porque o Brasil é hoje o maior fornecedor externo de carne de frango e bovina para a China, que desde agosto de 2018 vive uma grave crise no abastecimento interno de carnes, devido à peste suína africana.
Até meados de dezembro de 2018, segundo dados da Consultoria Asia Brasil Agro Alliance, a enfermidade levou ao abate oficial de 600 mil cabeças de suínos na China, representando cerca de 4 milhões de toneladas da proteína.
Segundo o Ministério da Agricultura da China, a oferta de carne suína no país caiu 12,6% em janeiro e 16,6% em fevereiro, na comparação anual. Os números oficiais confirmaram o que se comentava nos bastidores do setor, que o déficit poderia ser três vezes maior do que o inicialmente estimado.
Na China, 73% do total de proteínas consumidas são de carne suína, o que corresponde à metade da produção e do consumo mundial da proteína. Segundo dados do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA), exportadores daquele país venderam 23,8 mil toneladas de carne suína para a China na primeira semana do mês de março, maior venda para a China desde abril de 2017, quando foram vendidas 23.900 toneladas.
No primeiro bimestre de 2019, segundo dados da ABPA, a China estreou na liderança do ranking dos maiores compradores da carne suína e de frango do Brasil. Nesse período, as exportações diretas da carne suína brasileira para o país asiático somaram 20,5 mil toneladas, enquanto a exportação de carne de frango apresentaram alta de cerca de 5%, com 72,5 mil toneladas.
Brasil 500 K
Através do projeto 500K, o Brasil pretende aumentar em 25% o volume exportado de carnes de frango e suína até 2020. Trata-se de um Plano Estratégico coordenado pela ABPA, em conjunto com as empresas exportadoras e consultoria Ernst & Young, para alcançar um volume médio mensal de exportações de 500 mil toneladas dessas duas proteínas. Além da China, o setor exportador também volta suas atenções à África.
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Com informações do site InfoMoney