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A partir de hoje (16/3) a BRF teve interrompidas as exportações para a União Europeia, segundo comunicado divulgado pela empresa a seus investidores.
“De maneira cautelar, o Ministério da Agricultura, Abastecimento e Pecuária (MAPA) decidiu interromper temporariamente, a partir de 16 de março de 2018, a produção e certificação sanitária dos produtos de aves da BRF exportados do Brasil para União Europeia”, informa a nota.
Segundo o informe, todos os produtos já alocados na região, bem como os produzidos e embarcados antes de hoje (16/3) podem ser comercializados e utilizados sem restrições. Na próxima semana, o MAPA participa de uma reunião em Bruxelas para prestar esclarecimentos técnicos às autoridades sanitárias da UE, podendo reavaliar a suspensão das exportações pela BRF somente após o encontro.
A BRF reforça que “vem mantendo intensa interlocução com as autoridades locais e internacionais, prestando todos os esclarecimentos necessários afim de atestar a qualidade e segurança de seus produtos e preservar o relacionamento comercial com seus clientes e consumidores“.
A empresa está no centro da 3a fase da Operação Carne Fraca, a Operação Trapaça, que investiga indícios de irregularidade na emissão de resultados de análises relacionadas ao grupo de bactérias Salmonella spp. A BRF se compromete a manter seus acionistas e o mercado em geral devidamente informados sobre qualquer nova informação relacionada ao ocorrido.
ABPA
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa a avicultura e a suinocultura do País, divulgou nota afirmando que confia em uma efetiva e imediata solução, por meio do MAPA, para a retomada das exportações.
A entidade lembra que o setor produtivo gera 4,1 milhões de empregos diretos e indiretos para o País. Somente na BRF, são mais de 100 mil empregos diretos. A avicultura também protagoniza uma das mais relevantes contribuições para o saldo positivo da balança comercial – superando US$ 7 bilhões em divisas.
“Por tais razões, o Governo Brasileiro precisa e deve esclarecer rapidamente a questão”, salienta a nota. “O país não pode ceder às ameaças que colocam em risco milhares de empregos e as empresas do nosso setor”, completa.
A ABPA salienta que o Brasil, há muito tempo, é importante parceiro comercial da União Europeia, para onde exportou mais de 5 milhões de toneladas de carne de frango, apenas nos últimos 10 anos.
“Nunca houve qualquer registro de problemas de saúde pública relacionados à carne brasileira. Não há, portanto, motivos concretos para impor embargos a qualquer empresa de nosso setor, especialmente tratando de fatos passados e que já foram corrigidos”.
Para a ABPA, o impasse com a UE se dá por divergências sobre critérios de classificação de produtos exportados no que tange à Salmonella spp que, em termos práticos, “não traz risco à saúde pública”.
Por fim, a ABPA salienta que o Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo e, ao longo de quatro décadas, embarcou mais de 60 milhões de toneladas de carne de frango, em mais de 2,4 milhões de contêineres para 203 países.
“O primeiro contêiner, inclusive, foi enviado pela Sadia, marca da BRF”, salienta a ABPA. “Ao longo de sua história, a avicultura brasileira construiu uma trajetória sólida pautada pela preservação de seu status sanitário e da qualidade de seus produtos e nada mudou”, conclui.
Com informações da Assessoria de Imprensa da ABPA e do site da BRF
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