De acordo declarações do representante do governo, serão impostas restrições “ao comércio e ao sacrifício de aves vivas”, embora ainda não haja mais detalhes sobre as medidas que serão adotadas.
A China fechará, de maneira gradativa, todos os estabelecimentos em que são vendidas aves vivas, como medida para tentar reduzir os riscos à saúde pública. Segundo notícia divulgada pela Agência EFE, a informação foi passada no último dia 3/7, em entrevista coletiva à imprensa, por Chen Xu, um dos dirigentes da Administração Estatal para a Regulação dos Mercados na China.
De acordo declarações do representante do governo, serão impostas restrições “ao comércio e ao sacrifício de aves vivas”, embora ainda não haja mais detalhes sobre as medidas que serão adotadas.

A relação com os animais seria o principal e mais urgente ponto de atenção na busca de prevenir novas pandemias, segundo estudo realizado por um grupo de 25 especialistas em vida selvagem e veterinária da Universidade de Cambridge. Os especialistas identificaram sete rotas pelas quais uma nova pandemia poderia surgir.
O novo coronavírus de 2019, causador da COVID-19, foi identificado pela primeira vez na China. Segundo informações da OMS (Organização Mundial de Saúde), inicialmente ocorreu num grupo de pessoas com pneumonia, que tinham sido associadas com frutos do mar e mercado de animais vivos em Wuhan.
Segundo uma fonte do governo chinês, atualmente, a China tem 44 mil mercados de produtores, inclusive, com negociação direta entre produtores e clientes. Durante a entrevista coletiva à imprensa local, Chen Xu reforçou que o governo atuará com rigor, principalmente, contra a venda e o consumo de animais considerados ilegais.
“Muitas campanhas recentes se concentraram em banir o comércio de animais selvagens e, lidar com esse tipo de comércio é realmente importante, mas é apenas uma das muitas rotas possíveis de infecção”, salienta o professor William Sutherland, do Departamento de Zoologia da Universidade de Cambridge, que liderou a pesquisa. “Precisamos agir em uma escala mais ampla para reduzir o risco”, completou.
Algumas das maneiras de reduzir o risco de outra pandemia seriam relativamente simples segundo os especialistas. Incentivar pequenos agricultores a manter aves domésticas afastadas de pessoas, melhorar a biossegurança e introduzir padrões veterinários e de higiene adequados para animais de produção em todo o mundo, são exemplos destacados pelos pesquisadores de Cambridge.
Fonte: Agência EFE e Catraca Livre
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