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O manejo na criação do macho reprodutor mudou no mesmo ritmo da melhora de sua eficiência genética na transmissão do ganho de peso, conversão alimentar e eficiências produtivas para sua progênie.
A seguir vou apresentar certos parâmetros gerais que permitem melhorar o desempenho reprodutivo e ser mais eficiente no processo de crescimento e reprodução dentro do lote de reprodutoras.
A produção de melhores machos não é complicada se utilizados os princípios básicos da criação e bom senso:
Cria (0-4 semanas)
O reprodutor macho tem o mesmo crescimento rápido e as mesmas características de eficiência alimentar inerentes à geração de frangos de corte. O desenvolvimento do reprodutor de maneira consistente com a curva de crescimento, permite que o animal alcance o rendimento ideal durante toda sua vida.
Nesta etapa devemos assegurar um sólido crescimento nos primeiros 28 dias, proporcionando-lhes uma quantidade de alimento que nos permita alcançar os pesos sugeridos pela casa genética. Para isso devemos proporcionar à ave um correto alojamento (temperatura, espaço, comedouros e bebedouros) e um monitoramento constante de peso, que permita ir avaliando seu comportamento. O macho deve ser criado separadamente da fêmea.
Pesquisas de campo têm sugerido que o peso corporal objetivo do macho é um número relativo e, depois das 6 semanas de idade é impossível recuperar de um quadro sub ou sobre desenvolvido por meio de alimentação.
Um peso corporal ideal e uniforme é a chave para criar um lote de reprodutores de sucesso, no entanto o desenvolvimento correto da estrutura é tão ou mais importante que o peso corporal.
É fundamental que o macho de crescimento rápido desenvolva uma estrutura grande e pernas longas para que exista um bimorfismo sexual macho-fêmea e que este possa ser efetivo no acasalamento.
Nesta etapa costuma-se proporcionar, ao macho, alimento de forma uniforme e consistente, o que permite conseguir:
A debicagem a laser na incubadora surgiu como uma ferramenta eficiente e menos traumática para as aves. Se tiver essa possibilidade é recomendável usá-la.
A queima do bico é um manejo de suma importância, realizada entre os 5 e 7 dias de vida da ave, sempre lembrando que o bico é parte da ferramenta que o macho tem para acasalar. Para evitar as variabilidades do bico deixe que apenas uma pessoa qualificada faça o trabalho em todos os machos. Deve-se assegurar que todos os machos tenham o peso corporal adequado e uniforme para a debicagem, dado que os animais que pesam menos têm o bico de menor tamanho e são cauterizados mais severamente que aqueles de peso superior. Procure tirar apenas 1/3 do bico do animal no caso de você mesmo fazê-lo.
Ao final deste período de cria devemos fazer um processo de seleção de animais que nos permita descartar aqueles machos que apresentem deficiência de peso, deficiências físicas (problemas de tarsos e dedos, problemas de bico, dorso, plumagem etc.) e de comportamento.
Ao retirar os animais que não se comportaram adequadamente em seu ganho de peso, estamos fazendo uma seleção genotípica através do fenotipo e, de forma direta, estamos melhorando o comportamento da progênie.
O macho reprodutor é muito exigente quanto ao espaço de piso e espaço de comedouro, portanto, é importante esta seleção para nos desprendermos de animais que não servem como reprodutor e que apenas vão ocupar este espaço tão importante para o macho ideal reproduzir-se.
Nesta primeira seleção devemos ficar com mais ou menos 12% de machos (% relativo à fêmea).
Um, macho antes de entrar na etapa de cria, debe ter consumido pelo menos 3200 Kcal de energia no alimento e 210 g de proteína crua.
Período de Recria (4-13 semanas)
Neste período de crescimento corporal controlado é essencial aumentar a quantidade de alimento com muio tato para alcançar os ganhos de peso exigidos. Se o ganho de peso semanal não for obtido paulatinamente a maturidade sexual se verá afetada. É crítico manter um bom registro de peso corporal e utilizá-lo como um guia para os futuros aumentos de ração.
Da semana 4 à 6 há um grande desenvolvimento muscular, de ligamentos e tendões das pernas e qualquer deficiência nutricional pode causar problemas em nível locomotor.
Na semana 13 inicia o crescimento do testículo. Qualquer carência ou estresse no animal vai influir negativamente em seu bom desempenho reprodutivo futuro. Antes das 13 semanas pode-se adotar procedimento corretivo nas metas de peso do lote de machos, porém, depois deste período, evitar qualquer perturbação ou modificação nos ganhos de peso.
Se o lote está acima da meta estimada de peso devemos traçar uma linha paralela de crescimento padrão e não tentar baixar o peso do animal.
Densidade do galpão e equipamentos:
Naturalmente, os machos são mais agressivos que as fêmeas, especialmente quando muitos estão no mesmo galpão. Espaço abaixo da exigência mínima aumenta a concorrência, limita os recursos, prejudica o comportamento social e estimula a agressão.
A agressão dos machos em alguns casos pode causar de 3 a 5% de mortalidade e 1 % na forma comum. Entre as várias raças de machos disponíveis no mercado algumas são mais agressivas que outras. Dado que a seleção genética é feita para o crescimento, o apetite é maior e quando há restrição de alimento se tornam agressivos. Uma das maneiras mais comuns de manter a ordem social é ter um galpão bem equipado.
O macho nunca deve ter que andar mais de 3 metros para encontrar água e alimento. O espaço de piso, densidade de equipamento, densidade de luz e movimento do ar, todos devem poder crescer a medida que as aves crescem.
Os requisitos mínimos podem ser obtidos dos fabricantes de equipamentos ou dos manuais das empresas de genética. as densidades específicas podem mudar, dependendo do projeto do galpão, clima e raça da ave.
Requerimentos de equipamento e espaço em machos
REQUERIMENTOS DOS MACHOS |
||
Espaço de piso | 3 machos/metro quadrado(climas quentes) | 3,5 machos/metro quadrado(clima temperado) |
Bebedouro | 60-80 machos/campana | 8 machos/niple |
Comedouros | 8-12 macho/tubular | 20 cm/macho |
Comprometer qualquer dos padrões anteriores aumenta a competitividade entre os machos pelos recursos disponíveis, perturbando a ordem social, aumentando a desuniformidade do lote e promovendo a agressividade dos machos.
Programa de Luz – cria:
O macho deve receber um controle de luz muito parecido ao que recebe a fêmea, considerando que a intensidade e a uniformidade dessa intensidade são essenciais para a produção de um lote sexualmente uniforme. Oito horas de penumbra (2-4 lux) e 16 horas de escuro durante 19 semanas são os tempos ideais para uma boa sincronização sexual do lote.
Cada estirpe de machos pode ter uma variação específica no tempo de fotoestimulação e, para isso, devemos estar presentes no nosso galpão para determinar os tempos ideais de início de fotoestimulação e % de acasalamento com a fêmea.
Devemos ter muito cuidado com a ventilação dos aviários, pois este pode ser um fator relevante no desenvolvimento corporal e testicular dos machos em crescimento.
Seleção:
Ao final do período de recria devemos fazer uma nova seleção fenotípica de machos antes da transferência aos galpões de produção. Nesta seleção devemos incluir machos com patas robusta e paralelas entre si, com ausência de dedos torcidos, quilha desviada e/ou dividida, defeitos esqueléticos, lesões nas almofadas plantares e bico defeituoso.
Com esta seleção, a proporção macho fêmea deve ser 10,5% aproximadamente.
Acasalar:
Manejo do acasalamento: o objetivo principal desta prática é conseguir a maior sincronização no desenvolvimento sexual entre machos e fêmeas. Minimizando o grau de atraso ou adiantamento que exista entre ambos os sexos.
O acasalamento, geralmente, é realizado entre a semana 21 e 22.
Possibilidades:
Este caso é resolvido com prevenção: devemos acasalar percentuais baixos de machos (6%) e ir incorporando mais à mediada que as fêmeas amadurecem sexualmente até chegar ao número desejado (9,5-9,75%).
Isso é prevenido apenas incorporando machos maduros sexualmente (bom peso, boa coloração de patas, cristas e barbelas).
Etapa de produção:
Equipamento de alimentação para os machos
O êxito na alimentação dos sexos separados em produção depende do bom manejo dos equipamentos de comedouros para o macho e da distribuição uniforme da dieta.
Geralmente são utilizados quatro tipos de comedouros para os galos:
Quaisquer que sejam os sistemas utilizados é essencial que o macho tenha um espaço mínimo de comedouro de 18 cm e que a distribuição do alimento seja uniforme.
Durante este período o controle do peso do macho é essencial para conseguir um bom comportamento produtivo. É sabido que o macho com sobrepeso pode apresentar infertilidade por deficiência no ato de acasalar, problemas nos pés etc. Porém, estamos mais certos do fato de que, machos que perdem peso, seja por deficiência no processo de alimentação, ou redução da ração, reduz sua fertilidade drasticamente, por ter dramaticamente afetado seu tecido testicular.
O macho nesta etapa deve ganhar peso de forma consistente (um macho deve ganhar de 25 a 30 gramas por semana). Para isso devemos realizar aumentos de alimento, que oscilam entre 1 e 3 g/ave/ dia, a cada 2 a três semanas. A frequência e quantidade será definida pelo nosso monitoramento do peso.
O nível de alimento com o qual um macho termina seu período produtivo é bem amplo e pode ir de 130 a 145 g/ave/dia.
Monitoramento das condições do macho:
A dispersão dos machos no lote faz com que a aplicação das boas práticas de manejo sejam mais difíceis para eles do que para a galinha: é essencial implementar boas rotinas para conhecer as mudanças nas condições corporais do macho.
As características que exigem muita atenção são:
Spiking
É a adição de novos machos a um lote de reprodutoras de 40-45 semanas de vida para compensar quedas de fertilidade.
Como regra geral se adiciona machos suficientes para compensar a mortalidade e para restabelecer o % inicial de machos. Geralmente os machos adicionados têm de 25 a 28 semanas de vida.
O spiking é realizado por dois motivos:
– Necessidade, ou seja, lotes onde se apresentaram falhas de manejo e a fertilidade atribuível ao macho descende a menos de 90%;
– Como manejo habitual: realizado por alguns granjeiros como medida preventiva, independente dos níveis de fertilidade.
Desvantagens:
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