A carilha traz orientações de biosseguridade para aplicação nas instalações, na produção e manejo das aves, alimentação e da água.
Embrapa edita cartilha para produtores de aves em pequena escala
A Embrapa editou uma cartilha com recomendações de Biosseguridade para produtores de aves em pequena escala, ou seja, até mil […]
A Embrapa editou uma cartilha com recomendações de Biosseguridade para produtores de aves em pequena escala, ou seja, até mil aves. O material atende produtores que destinam suas aves, produtos e subprodutos a comércios locais intramunicipais e municípios adjacentes.
A iniciativa é resultado do trabalho de um grupo formado por mais de 20 colaboradores de universidades, Conselhos Regionais de Medicina Veterinária, secretarias municipais e estaduais de agricultura, Fiocruz, da AVAL (Associação Brasileira de Avicultura Alternativa), do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) e da própria Embrapa.
“A criação de galinhas é uma atividade economicamente viável e interessante, que pode ser instalada em pequenas áreas de produção”, aponta o material. “O sucesso da produção depende de quatro fatores principais: a genética, a alimentação, o manejo e o controle sanitário das aves”, completa.
Ainda segundo os pesquisadores, alguns agentes infecciosos podem chegar ao ovo e à carne da ave por meio da contaminação do sistema reprodutivo da galinha, ou pela presença no ambiente. “Ao implementar e manter boas práticas de produção baseadas em biosseguridade, os produtores podem minimizar o risco de doenças nas aves e contaminações em seus produtos”.
Algumas das recomendações trazidas pela cartilha são:
- O galinheiro deve ser separado e afastado da residência e de outros sistemas de produção como bovinos e suínos;
- O galinheiro deve ser telado com malha que impeça a entrada de aves e pequenos roedores;
- Na área de acesso ao galinheiro, instalar pia ou tanque para lavar as mãos;
- Dispor de estrutura para descarte e tratamento das carcaças e ovos não aproveitados para o consumo (exemplo: composteira);
- Não plantar árvores frutíferas ou vegetação que atraia aves silvestres nos piquetes e nas imediações do galinheiro;
- Quando não houver troca de calçados para entrar na área de criação, dispor de estrutura para sua limpeza;
- As roupas usadas na criação de aves devem ser lavadas separadamente das demais roupas da casa;
- Alojar, no máximo, sete aves por metro quadrado de piso do galinheiro. Fornecer poleiros, bebedouros e comedouros em quantidade adequada ao número de aves
- Em condições de produção de raças autóctones, ornamentais ou locais, o produtor também deve se cadastrar no SVO (Serviço Veterinário Oficial);
- Fornecer água e alimentos (ração e vegetais) apenas dentro do galinheiro;
- Nunca fornecer água proveniente de lagos, rios ou açudes diretamente para as aves sem prévio tratamento (cloração) e de preferência de nascentes protegidas do acesso de outros animais ou pessoas;
- Desinfetar todos os equipamentos antes da entrada e saída da área de criação das aves.
Estas são apenas algumas das recomendações, apuradas com base na legislação nacional do setor. Para acessar a cartilha completa, clique no ícone “PDF” abaixo do título desta matéria.