Em volumes, os embarques do setor fecharam o ano com decréscimo de 1,4%, com total de 4,320 milhões de toneladas exportadas. Em 2016, o setor exportou 4,383 milhões de toneladas de carne de frango.
Exportações brasileiras de carne de frango renderam 5,7% mais em 2017
De janeiro a novembro, a China foi destino de 364,1 mil toneladas de frango in natura brasileiro, volume 19,3% menor frente ao mesmo período de 2016.
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A receita cambial das exportações brasileiras de carne de frango acumularam alta de 5,7% em 2017. A informação foi divulgada hoje (4/1) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que informou que nos doze meses do ano passado foram obtidos US$ 7,236 bilhões com a exportação de frango in natura e processados, frente aos US$ 6,848 bilhões em 2016.
No último mês de 2017, o setor embarcou 321,5 mil toneladas de carne de frango, saldo 11,2% inferior ao obtido no mesmo período de 2016, quando foram exportadas 362,1 mil toneladas. Em dezembro a retração também refletiu sobre as receitas, que diminuíram em 8,6%, com US$ 523,8 milhões, em comparação ao mesmo mês de 2016, quando foram obtidos US$ 573 milhões.
Segundo o presidente-executivo da ABPA, Francisco Turra, os resultados correspondem à previsão da ABPA, com melhor desempenho em receita, mesmo com uma leve queda nos volumes embarcados.
“O mercado internacional segue pressionado, favorecendo os preços dos produtos”, observa Turra. “O fato de nunca ter registrado Influenza Aviária em seu território, de manter boas relações diplomáticas com os mercados internacionais e de ter, novamente, comprovado ao mundo a qualidade de seus produtos foram primordiais para o desempenho do setor no ano”, completa.
Maior oferta e desvalorização da ração
Segundo pesquisas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq), ao longo de 2017 os preços domésticos da avicultura de corte acumularam quedas mensais quase que consecutivas. Este cenário baixista, segundo o Centro, esteve atrelado à maior disponibilidade interna da carne, uma vez que a produção nacional cresceu no ano, enquanto o volume exportado foi menor.
O alento ao setor avícola veio das significativas reduções nos preços dos ingredientes da ração (como o milho e o farelo de soja), principal insumo para a produção de frangos de corte, especialmente num período em que a energia elétrica encareceu fortemente.
De janeiro até agosto, o preço do frango resfriado negociado no atacado da Grande São Paulo caiu praticamente de forma consecutiva, com a média saindo de R$ 3,91/kg no início do ano, para R$ 3,42/kg em agosto (dados do Cepea). Esse foi o menor patamar real desde julho de 2006 (os valores foram deflacionados pelo IPCA de novembro/17).
A partir de setembro, porém, os preços reagiram, atingindo R$ 3,75/kg em novembro, mês descrito por agentes colaboradores do Cepea como o mais aquecido no que se refere à demanda por carne. No lado da oferta, segundo a estimativa da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), a produção de carne de frango em 2017 deve ser 1,2% maior que a de 2016, chegando a 13,05 milhões de toneladas.
Para 2018, as estimativas da ABPA são de que a produção de carne de frango cresça entre 2% e 4% em termos de volume produzido.
Frango in Natura
Segundo dados da Secex, de janeiro a dezembro, o setor embarcou 3,9 milhões de toneladas de carne de frango in natura, 0,4% a menos que em 2016.
Grandes parceiros comerciais do Brasil, como China e Arábia Saudita, reduziram suas compras em 2017. O país asiático havia aumentado expressivamente a demanda por carne de frango brasileira no ano anterior e adotou posicionamento mais tímido em 2017. De janeiro a novembro, a China foi destino de 364,1 mil toneladas da proteína brasileira, volume 19,3% menor frente ao mesmo período de 2016.
A Arábia Saudita, principal destino do setor avícola, foi responsável pela redução de 137,4 mil toneladas embarcadas na parcial de 2017. O país árabe recebeu 543 mil toneladas da proteína brasileira de janeiro a novembro, queda de 20,2% no comparativo com o mesmo período do ano anterior.
A África do Sul, por outro lado, expandiu expressivamente as compras da carne de frango brasileira, 56,5% de aumento de 2016 a 2017, atingindo 320,9 mil toneladas enviadas ao país africano e se consolidando como o quarto maior comprador no ano passado.
A redução no volume total e os menores preços dos produtos destinados ao exterior em 2017 limitaram a receita obtida pelo setor exportador. Na média do ano, a carne de frango foi exportada por R$ 5,37/kg, queda de 1,6% frente a 2016 quando era R$ 5,45/kg.
Dessa forma, foram gerados R$ 20,9 bilhões com as exportações da proteína nos 11 primeiros meses de 2017, queda de 3% na comparação com mesmo período do ano anterior.