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Exportações recordes sustentam avicultura brasileira, enquanto setor de ovos monitora cenário de produção

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As exportações brasileiras de carne de frango seguem demonstrando forte desempenho em 2026. Mesmo diante dos conflitos no Oriente Médio, região que respondeu por quase 25% dos embarques brasileiros em 2025, o Brasil registrou um volume recorde de vendas externas no primeiro semestre do ano.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados e analisados pelo Cepea, mostram que o País exportou 2,9 milhões de toneladas de carne de frango (in natura e processada) entre janeiro e junho, volume 12,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Trata-se do maior embarque para um primeiro semestre desde o início da série histórica da Secex, em 1997.

Segundo pesquisadores do Cepea, o resultado evidencia a capilaridade da base de parceiros comerciais da avicultura brasileira, fator que contribuiu para sustentar o desempenho das exportações mesmo em um cenário internacional desafiador.

Diversificação dos mercados compensou parte das perdas no Oriente Médio

No acumulado do primeiro semestre, os embarques destinados aos Emirados Árabes Unidos recuaram 8,3% em relação ao mesmo período de 2025. Por outro lado, importantes mercados ampliaram suas compras de carne de frango brasileira, com destaque para:

Reprodução aviNews Brasil.

Na avaliação do Cepea, esses resultados reforçam a ampla diversificação dos destinos atendidos pelo setor exportador nacional.

Conflito afetou logística na região

Pesquisadores do Cepea destacam que os desdobramentos do conflito no Oriente Médio comprometeram o tráfego no Estreito de Ormuz, dificultando o recebimento da proteína pelos países da região. Ainda assim, o desempenho das exportações brasileiras permaneceu positivo, sustentado pela ampla base de parceiros comerciais construída pelo setor.

Mercado de ovos

Exportações voltam a crescer em junho

As exportações brasileiras de ovos, tanto in natura quanto processados, voltaram a avançar em junho. Segundo dados da Secex compilados e analisados pelo Cepea, o Brasil embarcou 2,59 mil toneladas no mês, volume 19% superior ao registrado em maio. Na comparação com junho de 2025, porém, os embarques ainda permanecem 60% menores.

Chile amplia compras após foco de influenza aviária

O Chile manteve-se como o principal destino dos ovos brasileiros pelo quinto mês consecutivo, segundo divulgação do Cepea. Em junho, o país importou 1,87 mil toneladas de ovos brasileiros, volume 41% superior ao de maio.

De acordo com pesquisadores do Cepea, o aumento das compras está relacionado ao primeiro caso de influenza aviária registrado em uma granja comercial chilena, confirmado em abril deste ano, levando o país a intensificar as importações da proteína brasileira.

Indústria gaúcha avalia cenário e alerta para possível desaceleração da produção

Enquanto as exportações apresentam sinais de recuperação, a Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs/Ovos RS) reuniu representantes da indústria e da produção de ovos para avaliar o cenário de mercado, produção e aspectos técnicos e econômicos.

Segundo a entidade, a instabilidade econômica, os efeitos remanescentes do tarifaço que inviabilizaram as exportações de ovos para os Estados Unidos, o aumento dos custos de produção, especialmente com embalagens plásticas, e um consumo mais cauteloso por parte da população poderão impactar o ritmo de produção nos próximos meses.

Nesse contexto, cada produtor e indústria poderá desacelerar a produção como forma de atravessar o atual momento do mercado.

Setor afirma que medidas poderão ser necessárias

Para o presidente executivo da Organização Avícola do RS, José Eduardo dos Santos, caso o cenário atual persista, os reflexos poderão ser sentidos gradativamente no mercado. Segundo o dirigente, medidas de mitigação poderão ser necessárias para evitar impactos maiores na oferta de ovos.

“Estamos atravessando um momento de instabilidade no comércio de um dos alimentos que é base para muitas refeições e preparo de muitos outros alimentos. Assim, medidas de mitigação serão necessárias para evitar danos maiores na oferta de ovos no mercado”, comenta José Eduardo dos Santos, Presidente Executivo da Organização Avícola do RS.

A entidade destaca ainda que não há um percentual definido para eventual revisão da produção, uma vez que cada produtor e cada indústria deverão estabelecer seus próprios planos de contingência, de acordo com sua realidade.

Por outro lado, a Asgav observa que as exportações gaúchas de ovos seguem em processo de recuperação no primeiro semestre de 2026, na comparação com o ano passado, quando diversos mercados suspenderam temporariamente as compras em razão dos registros de influenza aviária no Rio Grande do Sul.

Fontes: Cepea/ Asgave – com adaptações da redação aviNews.

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