Anvisa reforça vigilância contra IAAP e reconhece rigor sanitário
Anvisa reforça vigilância contra IAAP e reconhece rigor sanitário
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, em 3 de julho, a Nota Técnica nº 17/2026, que atualiza as orientações de vigilância epidemiológica da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) para portos, aeroportos e fronteiras. O documento reforça que o Brasil permanece em alerta diante do risco de reintrodução do vírus por aves migratórias e, ao mesmo tempo, destaca que o país mantém um controle sanitário rigoroso, resultado que permitiu seu novo reconhecimento pela União Europeia como livre de Influenza Aviária ao final de 2025.
A nota ressalta que, em 2026, a vigilância epidemiológica e sanitária segue em alerta, especialmente diante da circulação do vírus em aves silvestres e da possibilidade de novas introduções associadas às rotas migratórias. Nesse contexto, a Anvisa atualiza as orientações voltadas aos pontos de entrada do país, mantendo foco na prevenção, no monitoramento e na capacidade de resposta das autoridades sanitárias.
Cuidado do setor sustenta status sanitário brasileiro
Na conclusão da Nota Técnica, a Anvisa afirma que, após focos isolados registrados em 2025 e 2026, especialmente no Rio Grande do Sul e em Mato Grosso, o Brasil mantém um controle sanitário rigoroso e foi novamente reconhecido pela União Europeia como livre de Influenza Aviária ao final de 2025.
O documento também destaca que esse cenário exige do setor produtivo alto nível de biossegurança, vigilância e monitoramento contínuo e integrado, evidenciando a importância do trabalho conjunto entre produtores, serviços veterinários oficiais e órgãos de vigilância para preservar o status sanitário brasileiro.
As orientações atualizadas concentram-se nas ações de vigilância epidemiológica em portos, aeroportos e fronteiras, considerados pontos estratégicos para o monitoramento de eventos de saúde pública.
Entre as recomendações estão a manutenção dos planos de contingência, a revisão de protocolos para atendimento de pessoas expostas ou casos suspeitos, a capacitação das equipes quanto ao uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), aos procedimentos de limpeza e desinfecção e ao gerenciamento de resíduos, além da articulação com a Vigilância Agropecuária Internacional.
A Nota Técnica também reforça que, até o momento, não há casos confirmados de Influenza Aviária (H5N1) em humanos no Brasil e que o risco de transmissão sustentada entre pessoas permanece baixo, mantendo o monitoramento voltado principalmente à exposição de indivíduos que tenham contato com aves infectadas ou ambientes contaminados.
Ao longo do documento, a Anvisa enfatiza que a manutenção da vigilância epidemiológica e do gerenciamento de risco é imprescindível para acompanhar possíveis mudanças no comportamento do vírus.
Entre as medidas destacadas estão o uso adequado de equipamentos de proteção individual por profissionais expostos, a adoção de práticas de biossegurança em ambientes com maior risco de contato com animais infectados, a orientação de trabalhadores e a rápida notificação de casos suspeitos às autoridades competentes.
A nota também ressalta que sistemas robustos de vigilância e uma resposta coordenada entre os diferentes setores permanecem fundamentais para prevenir novos focos e reduzir os riscos à saúde animal e à saúde pública.
Sem restrições em portos e aeroportos
Apesar da manutenção do estado de alerta, a Anvisa informa que não há atualmente medidas específicas de saúde temporárias nem restrições à circulação de viajantes em portos e aeroportos brasileiros.
Segundo o documento, as ações permanecem voltadas principalmente à prevenção e ao monitoramento de riscos, visando proteger os viajantes e o setor exportador, com atualização das medidas caso o cenário epidemiológico se altere.
Anvisa reforça vigilância contra IAAP e reconhece rigor sanitário
Fonte: Anvisa – com adequações da redação nutriNews.
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