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O conceito de segurança alimentar tem se tornado cada vez mais evidente na produção de alimentos, principalmente em relação à exportação de produtos de origem animal; além disso, garantir a segurança alimentar é um grande desafio para as indústrias.

A tecnologia utilizada na fabricação dos produtos é fundamental e integra técnicas para a padronização de produção, armazenamento, distribuição e conservação do potencial nutricional da matéria-prima, que, além de melhorar a produtividade, possibilita que um nível de qualidade melhor cada vez mais seja atingido.



Existe uma preocupação global com a qualidade dos ingredientes e aditivos usados nas rações de animais, uma vez que o consumidor final tem consciência da relação entre “nutrição e saúde”.
Mesmo com o aumento da segurança e do manejo, a Salmonella continua sendo uma das principais causas de intoxicação alimentar no mundo, e a salmonelose é considerada um grande problema de saúde pública.
Portanto, oferecer produtos seguros, como alimentos livres de Salmonella, aos consumidores finais é um dos principais objetivos da tecnologia de produção de alimentos.
Existe uma longa lista de aditivos que atuam diretamente sobre as bactérias patogênicas ou, indiretamente, modulando a microbiota e a resposta do sistema imunológico e melhorando a integridade intestinal do hospedeiro.A parede celular de levedura (Saccharomyces cerevisiae) é uma das soluções que podem auxiliar no controle de Salmonella, reduzindo a contaminação e prevenindo o problema.

Com base neste conceito, o ImmunoWall® se destaca de outros produtos, pois é composto por uma densa parede celular da levedura Saccharomyces cerevisiae e possui altas concentrações de mananoligossacarídeos (MOS) e β-glucanas (BG), o que o torna um produto com resultados comprovados e ótima relação custo-benefício.
MOS são conhecidos por sua capacidade de aglutinar patógenos; evitam a colonização do patógeno no intestino pois oferecem um sítio de ligação a bactérias que possuem fímbrias tipo 1 presentes no trato intestinal e são excretada posteriormente com o material fecal.

Quando as células fagocíticas entram em contato com as β-glucanas, elas são estimuladas e produzem mais citocinas, criando uma “reação em cadeia”. Isso induz o status imunológico nos animais, tornando-os mais capazes de resistir a possíveis infecções.

Por muitos anos, as leveduras foram consideradas como principal fator do processo. Hoje, sabemos que o ambiente de fermentação é mais importante do que a levedura em si, pois é ele que fornecerá as diferenças fundamentais na composição do produto final.

A cultura de levedura pode ser obtida a partir do processo de fermentação primária de etanol, cerveja ou de panificação.
O ImmunoWall® se destaca, pois é produzido em um ambiente desafiador durante o processo de fermentação da cana-de-açúcar para obtenção de etanol.
A cultura de levedura passa por numerosos ciclos de fermentação, o que torna a parede celular da levedura muito mais densa, resultando em um maior teor de carboidratos e menor teor de gordura, tornando-a menos digestível no trato intestinal.
A tecnologia de processo do ImmunoWall® envolve condições agressivas durante a fermentação do etanol, o que força a levedura a se proteger e, portanto, a fortalecer sua parede celular.
As β-glucanas são como um “esqueleto” da parede celular de levedura, desta forma, é importante observar a relação entre as β-glucanas e os MOS para medir sua eficiência.
Quanto maior a concentração de β-glucanas, menor a degradação da parede celular no trato gastrointestinal e, portanto, melhor sua eficiência como “fibra funcional”. A parede celular de levedura tem uma razão BG:MOS próxima de 2:1, enquanto as paredes celulares de levedura primárias têm uma razão BG:MOS de 1:1 (Figura 1).

Parede celular de levedura de fermentação primária 1/2 BG e 1/2 MOS

Figura 1. Diferenças microscópicas estruturais entre o ImmunoWall e a parede celular de levedura de fermentação primária. Imagens de microscopia de luz realizadas no Laboratório de Microscopia Eletrônica, Medicina Celular e Molecular, Universidade da Califórnia, San Diego, 2016.
Um recente estudo realizado por Beirão et al. (2018), em que os frangos de corte receberam ImmunoWall® (0,5 kg/ton) e foram infectados com Salmonella enteritidis (SE) (via oral a 108 UFC/ave) aos 2 dias de idade, mostrou que a suplementação com o ImmunoWall® resultou em uma maior produção de anti-Salmonella IgA aos 14 dias de idade.
Isso indica que o sistema imunológico dos animais que receberam ImmunoWall® apresentou uma resposta específica mais rápida e mais forte, utilizando menos energia e nutrientes, uma vez que a resposta inflamatória pareceu ser mais curta.

Gráfico 1. Quantificação relativa de IgA no soro reagente contra LPS bacteriano. A linha de corte é mostrada. As letras diferentes acima de cada grupo indicam a significância estatística de acordo com o teste ANOVA com um pós-teste de Tukey (P <0,05, exceto quando indicado).
A SE pode ser um problema para os frangos de corte que ainda não têm seu sistema imunológico completamente desenvolvido, pois podem não conseguir controlar a infecção.
Por isso, a maioria das respostas mais eficientes encontradas neste estudo foi observada até os 14 dias de idade.
Portanto, a suplementação com β-glucanas pode ajudar as aves a ativarem seu sistema imunológico e terem uma resposta mais precoce e mais rápida do sistema imune inato, reduzindo os danos causados por patógenos e, consequentemente, os prejuízos no desempenho.
Esse tipo de resposta é especialmente importante para animais em estágios iniciais de desenvolvimento, durante a reprodução e períodos de estresse/desafios ambientais. Desta forma, a suplementação com β-glucanas age como um agente profilático, aumentando a resistência dos animais e, consequentemente, minimizando as perdas.
No estudo publicado por Hofacre et al. (2017), a eficácia de um produto derivado de levedura na redução da colonização e da presença de Salmonella enteritidis (SE) no ovário e ceco de poedeiras foi demonstrada pela primeira vez em um experimento in vivo.
A Tabela 1 mostra que as aves contaminadas com SE em altas doses e suplementadas com ImmunoWall® (0,5 kg/ton) demonstraram uma redução na colonização de SE nos intestinos e ovários em comparação ao grupo controle (aos 7 e 14 dias após o desafio).
Quadro 1. Resumos dos resultados do estudo de Hofacre et al. (2017), mostrando a redução da contaminação por Salmonella enteritidis1 em poedeiras que receberam ImmunoWall®2

1Infecção de aves com 16 semanas de idade por Salmonella enteritidis (via oral, 3,0×109 UFC/ave com SE resistente a ácido nalidíxico). 2ImmunoWall® suplementado a partir das 10 semanas de idade a 0,5/ton. 3MPN: número mais provável (g do órgão). 4As médias seguidas por letras diferentes na mesma linha são significativamente diferentes entre si, de acordo com o teste de Mann-Whitney (P <0,05).
Além de ser um aditivo 100% natural, o ImmunoWall® provou ser uma solução viável em doses baixas que melhora a saúde intestinal e garante a segurança alimentar, proporcionando uma excelente relação de custo-benefício e auxiliando a reduzir o uso de antibióticos.
Referências:
Beirão, B. C. B. et al. Yeast cell wall immunomodulatory and intestinal integrity effects on broilers challenged with Salmonella Enteritidis. In 2018 PSA Annual Meeting, San Antonio, Texas, USA. Proceedings… 2018.
Hofacre, C. et al. Use of a yeast cell wall product in commercial layer feed to reduce S.E. colonization. in Proceedings of 66th Western Poultry Disease Conference, Sacramento, CA, USA.p. 76-78, 2017.
Ministério da Saúde. Surtos de Doenças Transmitidas por Alimentos no Brasil. Disponível em:
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